Game Boy festeja 20 anos de existência

Passaram duas décadas desde que a Nintendo colocou no mercado a consola portátil Game Boy (GB) e desencadeou uma série de edições que banalizaram os videojogos em suportes portáteis, nomeadamente nos agora generalizados telemóveis.
Publicado a
Atualizado a

A data registada do lançamento japonês foi 21 de Abril de 1989, após o que foram comercializadas mais de 200 milhões de unidades em todo o mundo - 118 milhões da versão original e mais 82 milhões da seguinte GB Advance, lançada em 2001.

A Nintendo há muito que se tinha deslocado do negócio da venda de baralhos de cartas (desde 1889) para a criação em 1983 da consola Famicom (de Family Computer, vendida em Portugal e noutros países ocidentais com a marca NES, de Nintendo Entertainment System), levando os videojogos aos televisores domésticos.

O nome Nintendo estava firmado e era então bastante conhecido. Dominava 80% do mercado dos videojogos, muito à frente da "velha" Atari ou da recente Sega, ocorrendo o registo de sucesso da NES precisamente entre 1989 e 1991 e, no lado do software, com a oferta estabelecida de sucessos como Super Mario Bros ou Zelda.

O conceito de portabilidade também não era particularmente inovador, no Japão ou noutros países, dado o sucesso nessa década do Walkman, lançado pela Sony em 1979 para audição de música. Mesmo jogos electrónicos portáteis já existiam anos antes, embora agregados ao dispositivo.

A GB foi o primeiro equipamento portátil a permitir a troca de jogos, mantendo-se o mesmo hardware. Vendida por uns actuais 75 ou 80 euros, oferecia entretenimento garantido durante as horas de duração das quatro pilhas. Como o ecrã era monocromático, o consumo era menor do que noutras consolas futuras concorrentes. A Game Gear, da Sega, ou a Lynx, da Atari, por exemplo, apostaram na cor como elemento diferenciador mas que resultava num maior consumo energético.

Os preços reflectiam essas opções. Segundo valores registados pela publicação Ars Technica, a GB custava 89,95 dólares nos EUA enquanto a concorrência atingia os 149,99 (a Game Gear) ou 189,95, no caso da Lynx.

Outra vantagem da GB monocromática era o menor consumo de pilhas que, a longo prazo, se revelava uma opção económica. Tanto que a empresa apenas lançou a BG Color em 1998.
Quando a GB chegou aos Estados Unidos e aos países ocidentais em geral no fim desse 1989, oferecia o jogo Tetris, um jogo de grafismo simples mas muito viciante que rapidamente replicou nesta plataforma o sucesso obtido nos computadores pessoais desde o seu lançamento em 1985.

No total, a Nintendo lançou sete modelos relativamente diferentes da série Game Boy, apesar de quase todos garantirem a retrocompatibilidade com os jogos: GB, GB Pocket, GB Light (Japão), GB Color, GB Advance, GB Advance SP e GB Micro.

Em 2004, a Nintendo voltou a inovar nas consolas portáteis com a DS, equipamento com dois ecrãs, que já vendeu mais de 100 milhões de unidades. Em Novembro passado, lançou a DSi no Japão, que chegou já este ano a Portugal. A DS é retrocompatível com a GB Advance mas o mesmo não sucede com a DSi.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt