Petróleo. Leilão de zonas de exploração.A Galp Energia, a Partex (Fundação Gulbenkian) e uma empresa participada pela Teixeira Duarte arremataram um total de 12 blocos de exploração de petróleo onshore (em terra), no 10.º leilão que colocou no mercado mais de 100 novas áreas de pesquisa. A Galp surge à frente na contagem com oito blocos nas bacias de Potiguar e Amazónia, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo. .A petrolífera nacional concorreu com a sua parceira para o Brasil, a Petrobrás. A Galp será operadora em três blocos e terá 50% do consórcio em cinco das áreas atribuídas. Nas restantes três, ficou com 40%. Estes blocos envolvem bónus de assinatura da ordem dos 36 milhões de reais, cabendo à Galp um investimento de 15 milhões de reais (4,5 milhões de euros)..A Partex, empresa de exploração petrolífera da Fundação Gulbenkian, assegurou a participação de 50% em dois consórcios vencedores de blocos na bacia de Potiguar. A empresa que também concorre em parceria com a Petrobrás vai pagar o correspondente a 1,4 milhões de reais..Outro vencedor desta última rodada foi a Alvorada Petróleo. A empresa brasileira é participada pela Teixeira Duarte, que, indirectamente, tem cerca de 33%, sendo a maior accionista. A Alvorada arrematou sozinha dois blocos na bacia do Recôncavo por um milhão de reais..A 10.ª ronda terminou com a venda de 54 blocos dos 130 que foram oferecidos, o que representa uma receita de 26,3 milhões de euros. A operação realizou-se num quadro de forte descida das cotações de petróleo o que terá motivado menos interessados e sobretudo bónus de assinatura mais baixos. Metade do total de blocos leiloados foi vencida pela estatal brasileira Petrobrás, sozinha ou em parceria. Os blocos estão localizados em sete bacias sedimentares (Amazonas, Parecis, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas, São Francisco e Paraná). As três empresas com capitais portugueses já têm operações de pesquisa e exploração no Brasil, mas a presença da Galp é de longe a mais relevante, ao participar em vários consórcios associados a algumas das mais importantes descobertas de reservas de gás e petróleo nas últimas décadas nas águas profundas do Brasil (offshore), como o megacampo Tupi. O desenvolvimento destas reservas, muito longe da costa, tem um custo avaliado em mais de mil milhões de euros só para a Galp, cujas acções têm vindo a acompanhar a desvalorização do petróleo. .Ontem, a petrolífera desceu 4,2%, apesar do anúncio da descoberta de petróleo, na bacia de Potiguar num bloco onshore onde a Galp tem 50%.|