Morreu o fundador da revista Playboy. Hugh Hefner tinha 91 anos
De acordo com um comunicado divulgado pela revista, Hefner morreu de causas naturais, rodeado pela família na mansão da Playboy, em Los Angeles.
Nascido em Chicago, em 1926, Hefner fundou a Playboy em 1953 depois de os executivos da revista Esquire lhe terem negado um aumento de cinco dólares no salário.
Tudo começou, lembra o comunicado, na mesa da cozinha, há 64 anos. Desde então, a Playboy tornou-se uma das marcas mais reconhecidas em todo o mundo, sendo vendida em mais de 20 países e com produtos associados à marca a alcançarem um volume de negócios superior a 20 mil milhões de dólares anuais. Nos tempos áureos a publicação chegou a vender sete milhões de exemplares por mês.
"O meu pai viveu uma vida excecional e impactante como pioneiro a nível dos media e a nível cultural, sendo uma voz de liderança por trás de alguns dos movimentos sociais e culturais do nosso tempo, na defesa da liberdade de expressão, dos direitos civis e da liberdade sexual", realçou o filho, Cooper Hefner, diretor criativo da Playboy Enterprises. "Muitos sentirão a sua falta", acrescentou, referindo especificamente a mulher de Hefner, Crystal, e os três irmãos.
A primeira edição da Playboy incluía uma sessão fotográfica de Marilyn Monroe nua, feita originalmente para um calendário de 1049 e que foi comprada por Hefner por 200 dólares. Martin Luther King Jr., Fidel Castro e John Lennon foram algumas das personalidades entrevistadas para a Playboy.
Hugh Hefner, que mantinha uma espécie de harém na sua casa, onde viviam várias beldades, alegou ter dormido com mais de mil mulheres, mas casou-se três vezes, a última das quais em 2012, quando tinha 86 anos, com Crystal Harris, 60 anos mais nova. Nunca escondeu que o Viagra desempenhava um papel importante na sua vida.
"Nunca vou crescer", disse à CNN há nove anos. "Permanecer jovem é o mais importante para mim", acrescentou, explicando que desde que as mulheres entendessem, tal como ele, que a idade não importa, tudo estava bem.
O fundador do império Playboy morreu na famosa Mansão de Los Angeles onde viveu, trabalhou e fez das festas mais badaladas. Tinha-a vendido há cerca de um ano por 100 milhões de dólares (cerca de 88 milhões de euros), mas o contrato incluía uma cláusula que lhe permitia lá viver até morrer.
A Playbou prestou uma homenagem ao criador no Twitter publicando uma fotografia do homem de roupão com a frase "a vida é demasiado curta para viver os sonhos de outras pessoas".
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