Fugas na atmosfera da Terra

Dinâmica entre os ventos solares e a própria atmosfera terrestre dá aos iões de oxigénio a energia necessária para o movimento de fuga
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Não se sabia, mas os satélites europeus fizeram a observação e os investigadores da ESA confirmaram a descoberta: a atmosfera da Terra tem fugas de oxigénio. Não, o oxigénio não vai desaparecer todo, nem a vida está por isso em perigo nos próximos tempos. Esta fuga de oxigénio é tão-só um fenómeno físico relacionado com a dinâmica entre os ventos solares e a própria atmosfera terrestre. Antes da era espacial, os cientistas pensavam que o campo magnético da Terra (ou a magnetosfera) continha apenas partículas do vento solar.


Mas o que os satélites europeus Cluster viram agora é mais complexo. Quando as partículas energéticas do vento solar se encontram com a magnetosfera terrestre o que acontece é aquele maravilhoso espectáculo das auroras boreais, que só os habitantes das latitudes mais altas têm o privilégio de admirar, quando essas partículas penetram o campo magnético. Mas é esse mesmo fenómeno, sabe-se agora, que empresta aos iões de oxigénio a energia necessária para acelerarem, em movimento de fuga para fora da atmosfera, em direcção à magnetosfera da Terra. Medições feitas por outros satélites nos anos 80 e 90 já tinham observado estes iões de oxigénio em aceleração, em altitude. Os Cluster europeus mostraram agora como isso acontece e para onde eles vão.

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