Fritzl divorcia-se porque mulher não o visita na cadeia

Josef Fritzl, o austríaco que durante 24 anos manteve a filha sequestrada e teve com ela sete filhos, pediu o divórcio à mulher porque esta nunca o visitou na prisão. A notícia é avançada pela revista austríaca <i>News </i>e foi citada pela AFP.
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O pedido de divórcio, registado legalmente há algumas semanas, significa que Rosemarie Fritz perde os direitos à sua parte da pensão do marido, de 77 anos. Contactado pela AFP, o advogado de Fritzl recusa-se a comentar a notícia do divórcio.

Fritzl, que foi desmascarado pela filha quando se descolou ao hospital por causa da doença de uma das jovens fruto da relação incestuosa, foi condenado a prisão perpétua no dia 19 de março de 2009. Foi declarado culpado pelos crimes de incesto, estupro, coerção, rapto, escravidão e homicídio por negligência (de um dos recém-nascidos).

Josef e Rosemarie foram casados durante 55 anos, no entanto, a relação terminou porque a mulher nunca respondeu às suas cartas nem o visitou na prisão. Josef sequestrou a filha, Elizabeth, quando esta tinha 11 anos, em 1977. Durante anos acreditou-se que a rapariga tinha desaparecido e a mãe sempre afirmou que não fazia a mais pequena ideia daquilo a que o pai a submeteu durante anos, fechada na cave da sua casa em Amstetten.

O caso foi descoberto em abril de 2008. Elizabeth e os filhos estiveram internados a receber acompanhamento psicológico e ela teve alta em dezembro desse ano. Atualmente vive em parte incerta sob uma identidade secreta.

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