Fraude em sucatas leva 57 a tribunal

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Um juiz de instrução de Gondomar decidiu ontem levar a julgamento 57 dos 65 acusados pelo Ministério Público de lesarem o Estado em mais de 105 milhões de euros, no âmbito do chamado megaprocesso das sucatas. Os crimes mais relevantes são os de associação criminosa, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, através de um sofisticado esquema de emissão de facturas falsas. Dos 57 arguidos agora pronunciados, 32 são pessoas e os restantes empresas.

O processo envolve gerentes de sociedades de relevo nos sectores comercial e industrial da sucata e tem três presos preventivos, alegados cabecilhas do grupo, um dos quais ligado a negócios na Zona Norte. Os dois restantes são irmãos e sócios de uma grande empresa de sucatas sedeada em Palmela.

As autoridades apreenderam ao grupo várias obras de arte e um fundo imobiliário de 7,5 milhões de euros, designado "Valor Alcântara", destinado a dissimular a origem do dinheiro ganho com a actividade. O fundo, autorizado pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, chegou a distribuir dividendos aos subscritores de 1,16 euros por cada unidade de participação.

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