Franceses partem como favoritos para cantar de galo no Seis Nações 2010

A edição deste ano do famoso torneio inicia-se hoje com o Inglaterra-Gales, que festeja o centenário da 'catedral' de Twickenham.<br />
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Arranca hoje, no Croke Park de Dublin, a 110.ª edição do mais célebre e histórico torneio do râguebi mundial. Foi criado ainda no século XIX (em 1883) só com as quatro selecções britânicas, às quais se juntaria a França em 1910 e, a partir de 2000, com a entrada da Itália, a competição ganhou então esta nova designação.

A Irlanda (11 títulos), vencedora em 2009 com um grand slam (só averbou triunfos), o segundo da sua história e o primeiro em 61 anos, continua dirigida pelo mago Declan Kidney, Treinador do Ano da IRB e manteve a estrutura, baseada nas equipas provinciais de Leinster e Munster. Liderada por Brian O'Driscoll, 31 anos, e ainda um dos melhores três quartos centros mundiais, terá agora dificuldades acrescidas, já que este ano irá efectuar as sempre complicadas deslocações a Londres e Paris. Ainda com o experiente Ronan O'Gara (melhor marcador da história do Seis Nações, com 499 pontos) como médio de abertura, pois o jovem fenómeno Jonathan Sexton encontra-se lesionado, os irlandeses serão, como sempre, um adversário difícil de vergar.

Os triunfos, no ano passado, sobre a Nova Zelândia e em especial frente à campeã do mundo África do Sul - este resultante de fantástica exibição -, conferem à França (16 títulos) de Marc Lièvremont, o estatuto de principal favorita. Até porque recebe em casa os maiores rivais: Inglaterra e Irlanda. Misturando juventude e experiência, os gauleses são liderados pelo asa e terrível placador, Thierry Dusautoir, residindo a maior dúvida no pouco traquejo dos médios Morgan Parra e François Trinh-Duc.

País de Gales (24 títulos) e Inglaterra (25) defrontam-se na ronda inaugural na catedral de Twickenham, que festejará o seu centenário - o primeiro jogo foi em 15 de Janeiro de 1910, com os mesmos adversários e triunfo inglês por 11-6 - num teste decisivo às suas reais capacidades como potenciais vencedores. A boa notícia para a "equipa da rosa" é que Jonny Wilkinson parece estar de volta à sua grande forma.

Já a Escócia (14 títulos), agora treinada pelo antigo internacional e ex-seleccionador inglês Andy Robinson, e Itália (0), órfã do lesionado carismático capitão Sergio Parisse, lutarão entre si, como nos últimos anos, para fugir à colher de pau concedida ao último lugar.

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