Filme do realizador-skater português no ecrã em Novembro

Depois de quatro anos de filmagens, muitas das quais em cima de pranchas de surf e de skate, além de alguns acidentes com o elenco, a primeira longa metragem do realizador-skater português, Tito da Costa, chega aos ecrãs em Novembro.
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Filmado entre a Costa Vicentina, em Portugal, e a Califórnia, nos Estados Unidos, a '100 por cento ficção independente', 'Road to Red' é um 'thriller em estilo de `film noir'', que conta com a produção de Larry Leahy, ex-professor de Costa na New York Film Academy, e com um elenco composto inteiramente por surfistas e skaters, afirma o realizador.

'São os próprios actores [a manobrar as pranchas]. Vai ter um nível de realismo que nunca vimos até agora', afirma Costa, há 8 anos a viver em Los Angeles.
Para aumentar o realismo, algumas cenas foram filmadas com uma câmara montada num 'skate motorizado', operada pelo realizador, que acompanha o movimento dos skaters.

'É sobre um campeão de skate que desaparece. O carro dele é encontrado junto a um lago e a prancha de skate a flutuar no lago, mas o corpo nunca aparece', disse à Lusa o realizador, ex-campeão português de 'longboard' em 1991.

Os melhores amigos da personagem desaparecida -- Paul McGuiness - 'vão tentar realizar um dos sonhos dele e partem numa viagem, mas quando vão fazer uma homenagem no lago onde tudo aconteceu, começa a acontecer-lhes a eles o mesmo que ao amigo'.

Devido a um acidente com um ator, o filme cotado em 2 milhões de dólares e actualmente em pós-produção, acabou por atrasar-se em relação ao previsto.

'Tem muita acção e houve um pequeno acidente com um dos actores, que envolveu duas cirurgias a um pulso e isso acabou por atrasar bastante'.

'Esperamos fazer primeiros visionamentos em Novembro no American Film Market em Santa Mónica', afirma Tito Costa.

Depois de ter passado vários anos na cobertura para televisão de eventos de surf em Portugal, como o circuito europeu, Tito Costa procura agora afirmar-se no cinema independente norte-americano.

'Preferia manter-me no cinema independente o maior tempo possível, até achar estar preparado para fazer um filme de maior orçamento. Não que não me sinta preparado, mas estar limitado pelo sistema tradicional dos estúdios não seria a melhor opção profissional', afirma o realizador, prestes a completar 40 anos.

'Se surgisse uma oportunidade dessas [em Hollywoood] não negaria, a não ser que fosse um projeto completamente errado. Mas estando no meio independente, uma pessoa tem muito mais liberdade criativa do que nos estúdios', adianta Tito Costa.

A reacção à primeira longa metragem será crucial, pois no meio de cinema independente 'o mais difícil é ganhar a credibilidade para os investidores entrarem com o dinheiro'.

'Eu combino um certo número de características: a capacidade para contar histórias, o nível de desenvoltura técnica, ter sido surfista, ter competido'.

Com 'vários projectos em carteira e em várias fases de desenvolvimento', Costa mostra-se interessado em abrir os horizontes a outros tipos de histórias que não tenham directamente a ver com surf.

'Pretendo focar-me em ficção. Tenho uma certa tendência para thrillers, mas não sei se me vou limitar a isso, é uma questão de oportunidades. Tenho alguns dramas que me atraem'.

'Tem sido uma aventura cheia de peripécias, mas agora tem estado a ter pequenos finais felizes, vamos ver agora se vai ter um grande final feliz', adianta o realizador.

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