Filme da FIFA estreia-se nos Estados Unidos e faz apenas 800 euros de bilheteira

Críticas são arrasadoras. Um jornal britânico chamou-lhe "excremento cinematográfico" e outro norte-americano diz que "tem o entusiasmo de uma apresentação em PowerPoint".
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Custou cerca de 25 milhões de euros a fazer, mas no fim de semana de estreia dos Estados Unidos fez apenas 900 dólares (cerca de 800 euros) na bilheteira, ou seja, foi visto por uma centena de pessoas. E as críticas são arrasadoras. Falamos de United Passions, o filme sobre a história da FIFA, que não podia ter estreado em pior altura do outro lado do Atlântico.

O filme de 2014 é protagonizado por atores como Sam Neill, Tim Roth e Gérard Depardieu, que interpretam os papéis de João Havelange, Sepp Blatter e Jules Rimet, respetivamente. Ou seja, um elenco de luxo para contar a história da organização, num filme financiado em parte pela própria FIFA. Não tem, no entanto, o último capítulo, com a investigação norte-americana à organização e a demissão do seu presidente, Sepp Blatter.

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Assim, depois de ter sido lançado no verão passado em alguns países europeus, incluindo em Portugal com o título Paixões Unidas, a estreia em dez salas norte-americanas não conseguiu cativar o público. E muito menos os críticos. O jornal Guardian chamou-lhe "propaganda" e "excremento cinematográfico": "Duas horas de miserável, auto-congratulatória história da FIFA são um desastre cinematográfico, mas uma valiosa prova da loucura corporativa", pode ler-se na crítica publicada na semana passada.

O também britânico Independent diz que é "uma hagiografia de 110 minutos", "risível" e "com excelente timing cómico, pelo menos na data de estreia". A crítica do tablóide Mirror diz ainda que "o filme é exatamente o que pensa que é, mas tão pior".

Do outro lado do Atlântico, o Hollywood Reporter não foi mais simpático e diz que é uma "peça de propaganda mal executada que tem o entusiasmo de uma apresentação em PowerPoint".

Segundo a Bloomberg Business, o filme fez um total de 157 mil euros no resto do mundo, muito longe do custo.

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