A maioria dos jovens reconhece que as drogas fazem mal à saúde e julga-se bem informada sobre os riscos do seu consumo. Mas muitos são mestres em arranjar desculpas para acenderem só mais um cigarro, beberem só mais um copo, darem só mais uma passa, tomarem só mais uma pastilha. Só mais uma vez, só mais uma noite, só mais um fim-de-semana, só durante as férias. «Não fumo tabaco mas curto fumar chamon quando saio à noite. Só me dei mal uma vez, alucinei mesmo. Aí pensei que nunca mais pegava num charro, mas não resisto. Como só saio duas ou três vezes por trimestre – e isto se tiver boas notas – não há o problema de ficar agarrado.» À confissão de Sebastião, 17 anos, estudante do 11.° ano de uma escola do concelho da Amadora, segue-se o desabafo de Gonçalo, 15 anos, 9.° ano, colega da mesma escola: «Eu é mais shots. Só consegui entrar na discoteca uma vez, os seguranças agora não dão borlas. Por isso bebo nos bares de Santos.»Rita, 16 anos, aluna do 10.° ano de uma escola do concelho de Oeiras assistia à conversa e já avisara que não queria falar. Mas não resiste: «Ele é muito puto. Nem sei como é que os pais o deixam sair, quanto mais os seguranças deixarem-no entrar. Connosco é mais fácil. Aos 13 anos eu já entrava na boa. Maquilhada e com saltos altos, nem se atreviam a pedir o BI. As raparigas enganam melhor, não é Luisinha?» A amiga Luísa, também com 16 anos, anui com a cabeça e avança, hesitante: «Eu gosto de sair à noite porque adoro dançar. Mas não consumo. Só uma vez é que experimentei pólen, mas estava tão nervosa que não senti nada. E também não quero correr riscos. Até porque os meus pais não me iriam perdoar.»A conversa decorria serena num jardim de Algés até que um grupo de jovens com mochilas Estpack às costas e ténis All Star nos pés irrompe vindo da estação dos comboios. «Temos de ir. As aulas já acabaram, vamos festejar com chamon. Sabe o que isso é?», questionam a rir. «Quem é a cota?», demanda uma voz dos recém-chegados. «Pára lá. É uma jornalista e quer saber como é isto dos consumos, como ela lhe chama. Diz que vai fazer um trabalho para o jornal», avança, todo excitado, o pequeno Gonçalo. Depois, rodeia a boca com as mãos e anuncia: «Hoje trouxe guito. Bora daí», diz para os colegas mais velhos. E foi assim, quase de rompante, que a conversa acabou. «Desculpe», disse Sebastião. «Não pensámos que viessem tão depressa, por isso é que combinámos esta hora. Mas eu só vou com eles, não vou fumar e a Luisinha também não», desculpa-se Rita. Mas, afinal, vocês só fumam e bebem quando saem à noite ou fazem-no habitualmente? Atrapalhado mas sorridente, Gonçalo não perdeu tempo em explicações: «É mais à noite, mas agora estamos de férias também não há mal. Adeus. E não nos identifique, se não os nossos pais ficam lixados com a malta.».Não adianta proibirNão conhecemos os pais do Gonçalo nem os do Sebastião, tão-pouco os da Rita e os da Luísa, mas as informações que temos indicam que serão pais e mães presentes na vida dos filhos. Acompanham-nos na escola, conhecem muitos dos seus amigos e os respectivos pais, vão ao cinema e fazem outros programas em conjunto, enfim, asseguram-se de que nada lhes falte. São pais da chamada classe média, urbanos, escolarizados. Orgulhosos dos seus filhos, como a maioria dos pais. Como Ana e Teresa, por exemplo. A primeira tem duas filhas gémeas, com 17 anos, a segunda tem um casal, um rapaz com 18 anos e uma «menina» com 15. As duas estão cientes das suas responsabilidades parentais e dos problemas e desafios com que se deparam todas famílias que têm filhos adolescentes. «As minhas têm liberdade, saem à noite, vão aos bares e às discotecas. Não adianta proibir. Mas conversamos muitas vezes sobre os riscos a que os jovens se expõem. Claro que elas acham que eu sou uma exagerada – para elas não há perigos, os problemas, os acidentes, os assaltos e roubos só acontecem aos outros – mas também não condescendo nalgumas coisas. Não as deixo passar a noite fora, controlo o dinheiro que têm e o que gastam», explica Teresa. Ana, a amiga, acrescenta: «Concordo com o que dizes [riem-se uma para a outra] e tento fazer o mesmo, mas penso que os miúdos mentem. Se não mentem, omitem. Já aconteceu com o meu filho – e não é por isso que ele é um mau filho ou uma má pessoa – e sei que acontece com outros. Quando os amigos dele estão lá em casa converso com eles, tento sondá-los e estou seriamente convencida de que a maioria dos rapazes e raparigas já consumiu drogas. Acreditam que não o façam com regularidade, se calhar é mesmo a curiosidade, mas todos têm a tentação e experimentam.»Teresa, que é bancária, pensa que poderá não ser exactamente assim: «Os miúdos estão tão informados! As minhas, se meterem o pé na poça, sentirão as consequências. Não podemos aceitar que consumam drogas. Penso que nem sequer fumam.» Ana é enfermeira e tem uma visão diferente, por ventura mais real: «Enquanto pais tendemos sempre a pensar que os nossos filhos são diferentes, mas não. São como os outros, têm as mesmas tentações e estão sujeitos às mesmas pressões. E o desafio e o risco fazem parte da aventura da adolescência. Não trabalho com os jovens, mas já vi demasiadas vezes nos hospitais as consequências dos excessos que cometem à noite, sobretudo aos fins-de-semana.».Perigos reaisTodos sabemos que aos fins-de-semana muitos adolescentes e jovens deitam-se quando amanhece. Mas será que Ana, Teresa e a maioria dos pais sabem onde estão, com quem estão e o que estão a fazer os seus filhos quando se encontram fora de casa? «Não, não sabem. Ou então sabem onde estão os filhos mas desconhecem o que eles estão a fazer e os riscos a que estão sujeitos, a que estão expostos.» Quem responde assim, categórica, é a subcomissária da PSP Aurora Dantier. A chefe da área operacional da Primeira Divisão do Comando Metropolitano de Lisboa tem a seu cargo zonas como o Bairro Alto e Santos. E é aos bares e discotecas que por ali abundam que afluem crianças e jovens de todas as regiões envolventes de Lisboa. Vêm de Cascais e Almada, de Sintra e Chelas, da Amadora, de Oeiras e do centro de Lisboa. Chegam em grupos, jantam nos restaurantes da zona, onde um prato e cerveja ou sangria à discrição custam 12 euros, ou vêm mais tarde e começam a noite a beber shots. Cada shot, um euro; cinco custam cinco euros e bebem-se de enfiada. Assim principiam as noites nas ruas e avenidas que conduzem ao rio [Tejo] e aos estabelecimentos de diversão nocturna. Os pais têm razões para se preocupar quando os filhos menores saem à noite? A subcomissária Aurora Dantier diz que sim: «Têm muitos motivos para ficar desassossegados porque os seus filhos correm o risco de ser vítimas de crimes – sobretudo furtos, roubos e agressões – e estão expostos ao álcool e a outras drogas. Há pais que estão conscientes dos riscos e dos perigos e esses, normalmente, negoceiam os dias das saídas e acordam com os filhos as horas do regresso a casa. Geralmente vêm buscá-los e estes miúdos que estão enquadrados são os que correm menos riscos.» Quem corre perigo maior são os adolescentes de 12, 13, 14, 15 anos que vão para a noite muitas vezes com o consentimento dos pais: «Há meninos dessas idades a quem o pai ou a mãe dão cem euros para gastarem, mais vinte euros para regressarem a casa de táxi. Estes miúdos estão a ser negligenciados pelos próprios pais.» Pior, já aconteceu várias vezes à subcomissária encontrar menores de 16 anos alcoolizados na rua, ou a consumir no interior de estabelecimentos que são alvo de fiscalizações, e ao contactar os pais para que venham buscar os seus filhos as respostas são: «Sabe que horas são? Estava a dormir e não quero ser incomodado.» Ou: «Ai bebeu de mais? Ponha-o no táxi mande-o para casa?» Mas o que Dantier também sabe é que os jovens são hábeis a contornar os pais e os adultos em geral: «Além de falsificarem os bilhetes de identidade para entrarem em discotecas e consumirem bebidas alcoólicas em bares e restaurantes, e isto às vezes escapa aos pais, os filhos por vezes mentem. Às vezes, a primeira resposta dos pais ao nosso telefonema é “não pode ser. Está a dormir no quarto aqui ao lado” ou então “deve ser engano, foi dormir a casa de uma amiga”.» .Prazer virtualEstudos sobre adolescentes têm demonstrado que uma das coisas que os filhos escondem aos pais é que se escapam a meio da noite. E o que eles também não contam – ou pelo menos não contam tudo, e é natural que assim seja – são os filmes que vêem, os erros que cometem, os conflitos que têm na escola, onde vão quando saem e o que falam com os amigos. E se assim é, muito menos anunciam aos pais que fumam tabaco, bebem álcool ou consomem drogas porque sabem que esses comportamentos lhes desagradam e porque temem castigos e proibições em vez de compreensão e ajuda. Os primeiros contactos dos jovens com aquelas substâncias podem acontecer por uma questão de curiosidade e busca de prazer ou para se sentirem integrados num grupo. Ana Vasconcelos, pedopsiquiatra, diz que cada caso é um caso e que o mais importante é percebermos que «quando um miúdo procura uma substância é porque está insatisfeito com o que mundo lhe dá e procura satisfazer-se. A vivência de estados depressivos, o sentimento de inferioridade em relação aos amigos e certas perturbações ansiosas também podem ser decisivas no que respeita à experimentação e utilização regular de substâncias e se assim for o problema não é o consumo mas sim o mecanismo que leva ao consumo». A pedopsiquiatra também esclarece que o momento e a frequência de consumos dependem de vários factores: «Características da personalidade, disponibilidade e acesso à droga, dinheiro, grupo, integração familiar e escolar, etc.»Mas da iniciação à dependência medeia um percurso que pode ser mais ou menos longo. «É verdade que há pessoas que experimentaram determinado tipo de drogas e que não ficaram dependentes», diz Ana Vasconcelos. Outras, acrescenta a especialista em infância e adolescência, «consomem ocasional ou regularmente, durante um longo período e só anos mais tarde têm consciência de que estão agarradas. E quando estão dependentes, passam a consumir não pelo prazer da substância, que já não é o que era porque aumentou a tolerância, não pelo prazer social, que pode deixar de existir, mas pelo alívio do desprazer ou do sofrimento».Há vários momentos em que os jovens podem pedir ajuda, de forma directa ou não. A atitude mais saudável é quando o fazem por iniciativa própria e desejam, conscientemente, deixar de consumir. Mas muitos só se decidem quando sentem pressões exteriores, sobretudo familiares e escolares. O apoio dos pais e eventualmente a ajuda de especialistas, por exemplo um psicólogo, podem ser importantes. Na prevenção e na dissuasão! .Regras e coerênciaNão se pode educar uma criança deixando-a acreditar que tudo lhe é permitido, que tem todos os direitos e nenhum dever. É preciso ensinar-lhe uma hierarquia de valores, defende o psicólogo espanhol Javier Urra no livro O Que Ocultam os Filhos e o Que Escondem os Pais. «Os adolescentes não querem pais brandos ou sem critérios. Querem pais capazes de decidir com coerência e constância», alerta o especialista. Educar pressupõe disciplina, objectivos claros e constantes, uma atitude que não é consentânea com o medo pateta de «traumatizar as criancinhas». O psicólogo adverte: «Os pais que não se envolvem e mantêm o critério do “deixar fazer”, do “deixar andar” acabam por se relacionar pior com os filhos. Às crianças que crescem sem regras faltam referências para organizar a sua própria vida.»Por isso, na adolescência, lembra Urra, os pais devem continuar a impor limites aos filhos. «Limites passíveis de serem negociáveis mas não intransigíveis, ou seja, a criança/adolescente tem de ser informada das regras da família e a partir daí negociar, o que significa flexibilizar e não retirar ou anular a referida regra.» O psicólogo dá um exemplo: se há um horário para chegar a casa e este é motivo de discórdia, deve haver uma negociação no sentido de flexibilizar o horário e não acabar com ele.Outras regras que têm necessariamente de ser cumpridas pelos adolescentes, e das quais os pais não podem abdicar: «Não mentir; não agredir; não partir objectos intencionalmente; manter os horários da higiene, alimentação, brincadeiras, estudo e sono; não iniciar brigas; não gritar; não ameaçar; obedecer aos pais, avós e a outros parentes, e aos professores.» Regras a observar pelos pais, também as há: «Não devemos perseguir os nossos filhos nem violar a sua intimidade e honra: uma coisa é saber aquilo que trazem para casa, outra é abrir gavetas, cartas, etc. Há que indagar os seus comportamentos mas do ponto de vista da observação, da palavra, da confiança. O respeito é essencial.».Espaços lotados e outros perigosQuando os técnicos da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa Centro, os agentes da PSP e outras entidades policiais entram nos estabelecimentos de diversão nocturna e de restauração, onde desenvolvem acções de prevenção, costumam encontrar o que não deviam. Além de irregularidades fiscais (não nos vamos debruçar sobre essa área), detectam-se bares, restaurantes e discotecas que não respeitam a lotação dos espaços nem a legislação que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a menores de 16 anos. Em acções recentes, foram identificados e recolhidas as identificações de centenas de jovens entre os 12 e os 18 anos que se encontravam em ambiente de risco por causa do consumo de álcool e de outras drogas no interior de diferentes estabelecimentos de Lisboa (Santos e Bairro Alto) e na via pública. Os pais foram contactados por telefone para virem buscar os filhos, mas muitos recusaram levantar-se da cama e delegaram essa responsabilidade nos amigos maiores dos seus filhos menores. .AS MAIS CONSUMIDASAnfetaminas, barbitúricos, crack, benzodiazepinas, cocaína, cogumelos mágicos, heroína, inalantes, mescalina, morfina, ópio, xantinas (chá, café e cacau) são nomes de substâncias consumidas em todo o mundo, algumas há largos milhares de anos. De acordo com os seus efeitos e os objectivos com que são usadas, podem ser consideradas droga, medicamento ou complemento alimentar. A sua acção no organismo varia consoante a dose e a personalidade do consumidor. Em Portugal e na Europa, as mais consumidas pelos jovens enquanto drogas dão pelo nome de álcool e tabaco, cannabis e ecstasy. É destas quatro que lhe vamos falar. Para saber mais sobre as substâncias lícitas e ilícitas e dependências (riscos, prevenção, dissuasão, ajuda, tratamento) consulte o sítio da internet do Instituto da Droga e da Toxicodependência em http://www.idt.pt.Cannabis – Os canabinóides derivam da planta Cannabis sativa e são as substâncias ilícitas mais consumidas em todos os grupos etários. É que quem diz cannabis também diz marijuana ou erva (mistura de folhas secas, flores e pequenos troncos); haxixe (preparado a partir da resina da planta, apresenta-se sob a forma de barra, de cor acastanhada, chamada chamon) e óleo de cannabis ou óleo de haxixe (feito a partir da mistura da resina com um dissolvente, geralmente acetona, álcool ou gasolina).A substância activa dos canabinóides, o famoso THC (tetra-hidrocanabinol), é responsável por quase todos os efeitos da droga: prazer, bem-estar, euforia, relaxamento, mas também ideias paranóides, confusão de pensamentos, sonolência, etc. Também pode provocar aumento da frequência cardíaca, olhos vermelhos, fotofobia e tosse, efeitos que se manifestam de repente e persistem durante duas a quatro horas (depende das doses, da forma de consumo, da personalidade, de experiências anteriores). O consumo prolongado de cannabis pode alterar as funções cognitivas e agravar distúrbios mentais. Desconhecem-se todos efeitos que tem na saúde dos consumidores, mas sabe-se que o risco de dependência é reduzido. Ecstasy – Ou pastilhas. É vendido em forma de comprimidos e há-os de várias cores, formas, tamanhos e composições. É uma droga sintética, com acção alucinogénia, psicadélica e estimulante. Há quem diga que combina os efeitos da cannabis (bem-estar), das anfetaminas (excitação e agitação) e do álcool (desinibição), resultados que começam a fazer-se sentir trinta minutos após a ingestão. Os efeitos a nível físico são taquicardia, aumento da pressão sanguínea, secura da boca, diminuição do apetite, dilatação das pupilas, dificuldade em caminhar, reflexos exaltados, vontade de urinar, tremores, transpiração, cãibras ou dores musculares. O consumo associado a uma actividade física intensa (várias horas a dançar) pode provocar desidratação e aumento da temperatura corporal, desencadear uma hemorragia interna e a morte. Refira-se que há dezenas de variedades de ecstasy e que muitos indivíduos compram as pastilhas esperando determinado tipo de efeitos, mas podem surgir outras reacções que põem em risco a saúde. Há muita falsificação. O ecstasy é a terceira droga ilícita mais consumida em Portugal (depois da cannabis e da cocaína, mas julga-se que ocupa o segundo lugar nas populações escolares). Álcool – O etanol é a substância mais consumida pelos portugueses, incluindo os jovens, que têm padrões de consumo «claramente exagerados», com aumento do número de bebedeiras e do chamado binge drinking (ingestão de cinco ou mais bebidas num curto espaço de tempo). As primeiras vezes e os primeiros copos provocam uma sensação de euforia, desinibição e uma falsa sensação de segurança que está na origem de muitos comportamentos de risco (condução automóvel, agressividade e violência, sexo desprotegido, etc.). Consumos exagerados provocam sonolência, visão turva, descoordenação muscular, diminuição da capacidade de reacção, atenção e compreensão, fadiga. Consumos muito elevados provocam a chamada intoxicação etílica aguda, depressão respiratória, coma alcoólico e eventualmente a morte. Como substância psicoactiva, o álcool cria dependência, inicialmente psíquica (ingere-se para atingir euforia, relaxamento e desinibição) e mais tarde física (é preciso beber para controlar o mal-estar físico, a irritabilidade, a sensibilidade à luz, os tremores). O consumo de etanol está na origem de gastrites, pancreatites, cirroses, miocardiopatias, neoplasias da boca, doenças do sistema nervoso central e perturbações psíquicas (insónia, delírio por ciúme, ideias de perseguição e demência alcoólica). Aguarda-se vontade política para decidir o aumento da idade a partir da qual será admissível a aquisição de álcool, que está fixada nos 16 anos e deve passar para os 18.Tabaco – O tabaco provém da planta Nicotina tabacum e é uma substância estimulante que se encontra sob a forma de charuto, cigarro, cachimbo, rapé e tabaco de mascar. A nicotina, o alcalóide da planta do tabaco, tem um poder de adição muito superior ao álcool e haxixe, cocaína e heroína, mas até há pouco desconhecia-se que vicia rapidamente. A paragem do consumo origina a chamada síndrome de abstinência, que se traduz por «intranquilidade ou excitação, tosse e expectoração, impaciência, irritabilidade, depressão, ansiedade e agressividade, má disposição, dificuldades de concentração, etc.». A maioria dos adictos começa a fumar na adolescência e nessa altura o que eles desconhecem é que o fumo do tabaco contém mais de quatro mil substâncias químicas, incluindo monóxido de carbono e alcatrão. O tabaco é o primeiro responsável pelos cancros do pulmão, boca, laringe, faringe, entre outros, por doenças pulmonares e cardíacas e por morte prematura.