Filho de Maria das Dores condenado por burlar o pai

Publicado a
Atualizado a

O Tribunal de Portimão condenou, ontem, a quatro anos e oito meses de prisão com pena suspensa David Mota, acusado da prática dos crimes de burla agravada e falsificação de documentos, na sequência de um processo movido pelo seu pai, José Ambrósio, que se queixou de o filho lhe ter "desviado", em 2006, o montante de 127 mil euros de uma conta na Caixa Geral de Depósitos (CGD).

O jovem, de 22 anos, filho mais velho de Maria das Dores, figura conhecida no jet set em Lisboa, condenada em Abril de 2008 a 21 anos de prisão por ter mandado matar o seu segundo marido, o empresário Paulo Cruz, terá ainda de devolver ao progenitor os 127 mil euros em quatro anos. David Mota conseguiu transferir o dinheiro para duas contas em seu nome noutro banco através de um documento em branco assinado pelo próprio pai, que aceitou na altura ser fiador do filho, com vista a um empréstimo na CGD para comprar uma casa. Quando regressou de férias do Canadá é que deu por falta do dinheiro. Durante o julgamento, um representante da instituição bancária disse que foram tomados os procedimentos correctos em face do documento apresentado por David Mota.

Pelo facto de ainda não ter falado com o seu cliente (que não ouviu a leitura da sentença por estar ausente do País), a advogada só vai reagir "depois de ler o acórdão". Já para o queixoso, José Ambrósio, o objectivo passava por ser "ressarcido" do dinheiro, o que foi conseguido. O pai de David Mota chegou a admitir que a verba desviada da sua conta bancária pelo próprio filho se destinaria, por indicação da sua ex-mulher, Maria das Dores, a pagar aos autores do homicídio qualificado do empresário Paulo Cruz.

Maria das Dores, que cumpre pena no Estabelecimento Prisional de Tires, foi dispensada após ter comparecido na primeira sessão do julgamento quando se preparava para ser ouvida como testemunha neste processo.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt