Este país insular é composto por 332 ilhas no Pacífico. Fiji faz fronteira marítima com Tuvalu e com o território francês de Wallis e Futuna a norte, com Tonga a leste, com o território francês da Nova Caledónia, com Vanuatu e com as Ilhas Salomão a oeste; a sul, a terra mais próxima corresponde às ilhas neozelandesas de Kermadec, mas estas estão muito afastadas. Como já referi, o encontro na Nova Zelândia permitiu conhecer o conjunto de países insulares da Oceânia, a pretexto da tentativa de conceber um plano integrado. Na época, o turismo em Fiji já era significativo, especialmente em regiões como Nadi, Costa dos Corais, Denarau e Mamanuca. A maioria dos visitantes internacionais tem origens na Austrália, na Nova Zelândia e nos Estados Unidos da América. Das praias ao mergulho nos recifes de corais, as atrações são limitadas, mas fascinantes. A delegação presente na Nova Zelândia deu enfoque às luas-de-mel e às escapadelas românticas, em crescimento na procura turística. A ideia era conceber um pacote verdadeiramente diferente de outros destinos dotados desta oferta. Eles falaram de proporcionar uma "lua-de-mel épica", mas não exageradamente cara. Sabemos como a lua-de-mel é uma das viagens mais marcantes da vida de muitos viajantes, já que esses casais escolhem cenários incríveis para comemorar a data e torná-la ainda mais inesquecível, com alternativas tradicionais e exóticas, passando por praias de águas cristalinas, montanhas, clima frio ou clima quente e a possibilidade de imersão em culturas diferentes. O que importaria era saber o posicionamento de Fiji neste segmento cada vez mais procurado. A maior parte das ilhas do arquipélago são desabitadas e possuem montanhas; outras têm complexos turísticos que oferecem muita tranquilidade, a partir dos quais se pode praticar mergulho, admirar corais, fazer passeios ao ar livre nas regiões montanhosas e conhecer uma cultura nova, já que a população local é formada principalmente por melanésios e indianos. O projeto passaria, precisamente, por envolver estas comunidades locais no apoio à conceção de um pacote turístico. No final da sua intervenção, veio aquele que deveria ser um alerta para o mundo inteiro, em relação aos países insulares, nomeadamente os do Pacífico. O representante de Fiji alertou para um outro tipo de casamento, para o qual devem estar todos "convidados" - "Deixar aumentar a temperatura global em dois graus centígrados será uma condenação à morte para a população de Fiji. Não queremos essa condenação e viemos cá dizer-vos para redobrarem os vossos esforços. Para que serve projetarmos turismo, sem contar com esse trabalho à escala mundial?".Jorge Mangorrinha, professor universitário e pós-doutorado em turismo, faz um ensaio de memória através de fragmentos de viagem realizadas por ar, mar e terra e por olhares, leituras e conversas, entre o sonho que se fez realidade e a realidade que se fez sonho. Viagens fascinantes que são descritas pelo único português que até à data colocou em palavras imaginativas o que sente por todos os países do mundo. Uma série para ler aqui, na edição digital do DN.