Festival de música dá vida a antiga pedreira de mármore em Viana do Alentejo

Uma pedreira de mármore desativada em Viana do Alentejo, no distrito de Évora, vai voltar a ganhar vida, entre sexta-feira e domingo, com o Festival Pedreira dos Sons, que inclui música clássica, jazz e cante alentejano.
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A iniciativa cultural vai na 5.ª edição e integra o projeto "Saber dos Sons", sendo organizada pela Câmara Municipal de Viana do Alentejo e pela Escola de Artes da Universidade de Évora (UÉ), em parceria com a cooperativa cultural CulArtes.

A música clássica é o "prato principal", mas a programação integra também outras atuações musicais, exposição de trabalhos de alunos de Design de Comunicação para a nova imagem visual do festival e mostra de peças e projeção de vídeos de alunos do Departamento de Artes Visuais e Design da UÉ.

O palco para estes três dias "de muito apelo aos sentidos", realçou hoje a câmara municipal, é uma antiga pedreira de mármore, já desativada, localizada junto à estrada que liga Viana do Alentejo à localidade de Vila Nova da Baronia, no vizinho concelho de Alvito (Beja).

Trata-se de um espaço "com particularidades acústicas únicas e de rara beleza", realçou o município, afiançando que o festival dá "nova vida" à antiga pedreira.

A diretora da Escola de Artes da UÉ, Ana Telles, também destacou hoje à agência Lusa que a iniciativa beneficia de "um enquadramento natural muito fora do vulgar e que, de facto, tem uma beleza extraordinária".

"É uma espécie de 'sala de concertos' ao ar livre um pouco inusitada e, ao mesmo tempo, é um espaço de grande beleza natural e que oferece qualidades acústicas muitíssimo interessantes", precisou.

E, para a Escola de Artes da universidade alentejana, continuou Ana Telles, a mais-valia do festival tem duas vertentes.

"Por um lado, estamos a contribuir para a sociedade, com um projeto de cruzamento com a comunidade envolvente, e, por outro lado, é muito importante para o ensino que ministramos porque permite que os nossos alunos, que vão ser futuros artistas, possam ser confrontados com o público, ainda em contexto de formação", argumentou.

A abertura da edição deste ano da Pedreira dos Sons, segundo a organização, está agendada para as 21:00 de sexta-feira, com atuações de cante alentejano, manifestação cultural classificada como Património Cultural Imaterial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Em plena pedreira, vão fazer-se ouvir as vozes do Grupo "Velha Guarda", de Viana do Alentejo, e do Grupo Coral "Tertúlia dos Amigos do Cante", da vila de Alcáçovas, no mesmo concelho.

A noite inaugural completa-se com a projeção de vídeos de alunos da UÉ e um concerto pela Orquestra de Sopros da academia, sob a direção de Hugo Ascensão.

O segundo dia do festival vai ser preenchido, a partir das 18:30, com o Coro A Compasso, do Agrupamento de Escolas de Viana do Alentejo, concertos de acordeão por João Dias e Gonçalo Pescada, projeção de vídeos e atuações de várias formações da UÉ, como o Combo de Jazz, um trio de sopros e um quarteto de saxofones.

Já a Orquestra da Universidade de Évora, dirigida pelo maestro Kodo Yamagishi, vai protagonizar a terceira e última jornada do evento, no domingo, com um concerto agendado para as 21:00.

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