"Nesta reunião, a Fenprof pretende obter esclarecimentos sobre o financiamento daquele programa operacional aos cursos profissionais e a diversas respostas formativas das escolas, o que tem implicações na forma e origem de pagamento de salários aos docentes, entre outras aparentes consequências", esclareceu a estrutura sindical em comunicado, a propósito da marcação desta reunião..Numa conferência de imprensa, na quinta-feira, em Lisboa, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, criticou situações em que professores de cursos profissionais recebem quatro recibos para o vencimento de um mês, duvidando dos procedimentos associados a esta prática, que envolve pagamentos do Ministério da Educação e Ciência (MEC, pelo Programa Operacional de Potencial Humano (POPH).."Pensamos que pode haver aqui alguma 'chiquespertice' neste recurso a fundos" comunitários, disse Mário Nogueira, na conferência de imprensa..No final de janeiro, o secretário-geral da Fenprof já tinha lançado dúvidas sobre este procedimento, quando denunciou a possibilidade de "milhares de professores", com turmas de cursos profissionais ou formação, poderem, nesse mês, receber os ordenados com atraso, depois de ter tido conhecimento do "email" enviado pela direção da Escola Secundária D. Inês de Castro aos seus docentes..Nessa mensagem eletrónica, a direção da escola apresentava desculpas aos docentes por irem receber o ordenado de janeiro com dois ou três dias de atraso, em relação à data prevista, que seria no dia 23..Em causa estariam os professores com turmas de cursos profissionais, de formação e educação de jovens (CEF) ou formação de adultos (EFA), que recebem o pagamento das horas lecionadas a estas turmas através do POPH, no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), dependente de fundos comunitários atribuídos através do Fundo Social Europeu..O MEC, após esta denúncia, esclareceu tratar-se de "um lapso" da escola, e que os professores seriam pagos no dia previsto.