Fecham a cave onde Fritzl abusou da filha

A cave onde Josef Frtizl manteve cativa a filha, Elisabeth, durante 24 anos começou a ser fechada com cimento ontem, de acordo com as autoridades de Amstetten, no norte da Áustria.
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Os trabalhos, iniciados na quinta-feira deverão prolongar-se por duas semanas, disse a agência noticiosa austríaca, o funcionário judicial Walter Anzbock, que acompanha o caso

O encerramento do local era esperado desde agosto de 2011, altura em que foi anunciado que seria injetado betão líquido no local, uma construção ilegal no número 40 da casa de Josef Fritzl, em Amstetten, a 130 quilómetros de Viena.

O caso foi descoberto em abril de 2008, quando a mais velha das filhas de Fritzl e de Elisabeth deu entrada no hospital, doente.

Os médicos, confrontados com uma doença inexplicável da criança, quiseram falar com a mãe. Elisabeth convenceu Fritzl a deixá-la sair do bunker repleto de refinamentos técnicos onde vivia e de onde não saía há quase 25 anos, para respirar ao puro. No hospital, contou tudo aos médicos.

Elisabeth Fritzl tinha desaparecido de Amstetten em 1984, com 18 anos. O pai mantinha-a preso desde então. Dos sete filhos que teve, um morreu por falta de assistência médica.

Fritzl, conhecido como "monstro de Amstetten", foi condenado a prisão perpétua em 2009 e tem hoje 78 anos. Elisabeth Fritzl e os filhos receberam novas identidades.

Não existe nenhuma decisão tomada quanto ao futuro da casa. Alguns habitantes de Amstetten defendem que deverá ser demolida, evitando que a localidade seja eternamente relacionada com o caso.

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