Pena de morte Os condenados à morte nos EUA encontraram um novo aliado, ainda que aparentemente inocente: a companhia farmacêutica que fabrica o anestesiante usado nas execuções. Segundo a Hospira, até Março não haverá acesso ao princípio activo usado no fabrico de Pentothal. Logo, não poderá colmatar as rupturas de stock que enfrentam os estados e que devem levar, já esta semana, ao adiamento de uma execução na Califórnia. .Albert Greenwood Brown, de 56 anos, devia ser executado hoje pela violação e morte de uma jovem de 15 anos, em 1980. A primeira execução neste estado desde Janeiro de 2006 foi, entretanto, adiada um dia por ordem do governador Arnold Schwarzenegger. Mas poderá nem acontecer este ano, já que a única injecção de Pentothal que há na Califórnia já terá passado da data de validade. .Em Oklahoma a situação é um pouco diferente. Dois condenados aguardam a execução, mas o estado só tem anestesiante para um. Os advogados de ambos estão a fazer tudo para que os tribunais decidam qual dos dois deverá ser executado antes. .O Pentothal usa como princípio activo o tiopentato de sódio e é um dos três ingredientes usados na injecção letal. Os outros são o brometo de pancurónio, um relaxante muscular, e o cloreto de potássio, que provoca a suspensão cardíaca. A Hospira é a única companhia que fabrica o Pentothal e os defensores da pena de morte acusam-na de ter feito de propósito para desencadear a ruptura de stock, já que é contra as execuções. Mas a farmacêutica reiterou, em comunicado, que o problema é a falta do princípio activo (fabricado por outra companhia).