Falso médicofica em liberdade

Publicado a
Atualizado a

Júlio Costa, o homem que estava acusado de se ter passado por médico durante vários anos, foi condenado pelos crimes de usurpação de funções e tráfico de estupefacientes a três anos de prisão. Esta pena ficará, decretou o colectivo do Tribunal de Lousada, suspensa por igual período de tempo.

Também Ricardo Sobrino, o médico espanhol igualmente arguido neste processo, foi considerado cúmplice no crime de usurpação de funções e condenado a oito meses de prisão, pena que ficará, de igual modo, suspensa.

Júlio Costa, natural de Penafiel e dono de uma clínica na freguesia da Ordem, em Lousada, estava ainda acusado de falsificação agravada de documentos na forma agravada e burla qualificada, crimes que o tribunal não considerou provados. Por provar ficaram ainda as razões invocadas por um antigo doente de Júlio Costa para pedir uma indemnização superior a cem mil euros.

Durante a leitura do acórdão, a presidente do colectivo de juízes, justificou a suspensão das penas de prisão com o facto de ambos os arguidos estarem bem integrados na sociedade.

Júlio Costa, a quem foi diagnosticada uma paralisia cerebral, foi detido em Outubro de 2008, na sequência de uma investigação da PJ.

Durante o julgamento, Júlio Costa, 43 anos e a frequentar a licenciatura de Sociologia, sempre negou ter-se identificado como médico perante os pacientes.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt