Em declarações à agência Lusa, o presidente da câmara, o socialista Marco Martins, afirmou que este acordo "termina com um litígio de vários anos", uma vez que o processo remonta a 2011 quando foi construída o projeto Polis em Gramido. .Na altura foi, descreveu o autarca, cedido à fábrica Resende um terreno em alternativa ao atual, o mesmo onde agora a pirotecnia se vai instalar, mas "incumprimentos de parte a parte arrastaram e adiaram o processo".."Foram várias as ações. A câmara é ré numa e autora de outra. Este acordo faz cair o litígio e as ações, sendo fruto de várias negociações", disse Marco Martins prevendo que o processo de transferência para S. Pedro da Cova fique terminado até ao final do ano.."O objetivo é que a pirotecnia Resende deixe a zona de Gramido junto à Estrada Nacional 108, zona com muito movimento rodoviário, somando-se os milhares de pessoas que ali correm e caminham com o rio Douro a 20 metros", descreveu o autarca..Mas estes argumentos não convencem todas as forças políticas com a CDU a manifestar-se contra esta alteração conforme explica em nota remetida à agência Lusa, na qual se lê: "tal como afirmamos desde o início deste processo haviam outras possibilidades para a instalação desta fábrica e para a resolução deste problema, sendo que o local em causa (Tardariz) fica bastante próximo de habitações residenciais"..Sobre esta matéria, Marco Martins aponta que a fábrica ficará num "local sem habitação" e que a relocalização tem parecer favorável da Direção Geral de Explosivos da PSP.