Externato Académico mudou de professores para alterar imagem

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Como não é possível trocar de alunos, o Externato Académico mudou alguns professores para melhorar a imagem. No ano passado, esta escola privada do Porto aparecia como uma das piores no ranking nacional. Um estigma que espalhou "preocupação" e "tristeza" entre os responsável do estabelecimento de ensino, mas parece não ter assustado os alunos.

A má posição levou Rui Alves, director pedagógico do colégio, a evitar renovação do contrato a alguns professores. E ao corpo docente que ficou, pediu "mais cuidado, exigência". Depois, seleccionou professores profissionalizados e apostou em "professores que cada vez menos acumulem".

A nível do espaço - o colégio fica num edifício antigo da Rua de Cedofeita, no centro da cidade - também houve renovação nas salas de aula e os alunos dispõem, este ano, "de uma nova biblioteca". Rui Alves espera colher melhores frutos já no final do lectivo. Contudo, reconhece, "não pode escolher os alunos". Durante muitos anos, a maioria dos estudantes escolhia o Académico para a acabar o secundário, frequentando, em geral, "as disciplinas mais difíceis", como a matemática ou biologia.

"Se pudesse seleccionar os candidatos, como fazem outras escolas privadas, conseguíamos uma qualificação bem mais elevada", alega. Mas "estamos em tempo de crise". Este ano há uma nova esperança: chegaram ao colégio estudantes que vão fazer o ciclo todo. Assim, "os professores poderão fazer o acompanhamento do 10º ao 12º ano". Este ano, há cerca de 400 alunos no Académico, 300 do ensino recorrente e os restantes do ensino regular. Em três anos, diz Rui Alves, "o colégio passou de [uma média de ] 6,5 para quase 9 valores".

Mas a avaliação negativa da escola, uma das piores privados do País, parece não preocupar os alunos.

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