Com o apoio popular em queda, e criticado pela passividade durante a crise, o PR, guardião da Democracia e da Constituição (CRP), decidiu explicar-se. Concordamos com o PR em que, primeiro, o programa da troika constrange a ação dos políticos. Segundo, que tem de ser ponderado nas intervenções para não as banalizar. Terceiro, que tem criticado a política europeia como fator de bloqueamento. Quarto, que a reduzida litigância no primeiro mandato indicia influência na feitura da legislação. Contrapomos que, primeiro, do prefácio fica a ideia de que todas as medidas duras decorrem do acordo com a troika: não é verdade. Nestas situações e quando há violação grave do contrato eleitoral (e até, eventualmente, da CRP) não deveria o PR ser mais ativo? Conta a confiança dos credores no País mas não a dos portugueses nos políticos? Segundo, do texto fica a ideia de que os problemas começaram na era PS e não há raízes internacionais para a crise de 2011. Não é credível. Terceiro, num primeiro mandato, este foi o PR mais interventivo (idem) face à legislação da AR. Um contraste absoluto face ao segundo mandato, com maioria convergente.