A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é a obstrução das vias aéreas. É muito comum, mas também é largamente desconhecida e subdiagnosticada. Está muito associada ao tabagismo e também à exposição a outros poluentes. Do ponto de vista da sintomatologia, caracteriza-se por falta de ar, tosse, cansaço e limitação nas atividades da vida diária. A fadiga é o principal sintoma, sendo que os utentes a referem, por exemplo, quando tomam banho e quando sobem escadas..Apesar de ter grande impacto na sua qualidade de vida, muitos doentes não valorizam esta sintomatologia. Acham sempre que o cansaço e a fadiga estão associados à idade ou ao facto de serem fumadores. Tentam reagir e, sobretudo, habituar-se a esta condição, mas não deve ser assim. É necessário alertar para este subdiagnóstico. Os utentes devem ser referenciados ao médico de família ou ao pneumologista, para realizar a espirometria, de modo a diagnosticar atempadamente a doença..Após este primeiro passo, vem o tratamento. Nesta fase, é importante não deixar a situação evoluir nem só tratar os casos mais graves. Se os procedimentos terapêuticos não forem bem-sucedidos devido a, por exemplo, o indivíduo continuar a fumar ou não fazer a terapêutica adequada, a doença vai evoluir. Este agravamento pode tornar o indivíduo dependente de oxigenoterapia ou da necessidade de fazer uma ventilação não-invasiva. Quando os dois cenários se verificam, já se está perante estádios mais terminais da doença..A DPOC não tem retrocesso, mas os avanços científicos já permitem disponibilizar terapêuticas adequadas a cada tipo de doente e podem pelo menos travar o seu avanço. O tratamento farmacológico existente é a terapêutica broncodilatadora. O objetivo é dilatar os brônquios, ou seja, reverter a obstrução das vias aéreas. Quem tem características mais inflamatórias da doença beneficiará em fazer corticoides inalados..Em resumo, o controlo da DPOC é um caminho possível, caso se adote um estilo de vida saudável, com atividade física regular e, claro, se abandone o tabaco. A seguir, é necessário prevenir infeções através das vacinas e, finalmente, cumprir os tratamentos de forma regular, tal como foram prescritos pelos médicos. Já com os sintomas controlados, lembre-se: nunca ignore os sinais de alerta que o seu corpo lhe dá, pois podem, literalmente, salvar-lhe a vida..A autora do artigo não recebe qualquer honorário para colaborar nesta iniciativa..Esta iniciativa é apoiada pela GSK, sendo os artigos integrados no projeto Ciência e Inovação da responsabilidade dos/as seus/suas autores/as