O maior estádio do Brasil é hoje administrado pelo sector público, através da Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj), o que, na opinião do governador, será a melhor forma de cuidar do Maracanã.."Não tem cabimento um estádio como o Maracanã em mãos do poder público", opinou Cabral, durante entrevista à versão digital do diário desportivo Lance..O governador referiu, no entanto, que a concessionária que receber o poder para gerir o estádio que será palco da final do próximo Mundial de Futebol terá "obrigações públicas" a cumprir..Durante a entrevista, o governador comparou a gestão do estádio de futebol à administração dos aeroportos, serviço que também se discute, no governo federal, que possa ser gerido pelo sector privado..Cabral adiantou ainda que a licitação do estádio será lançada a partir do segundo semestre deste ano e mostrou-se muito confiante em relação ao interesse de empresas nacionais e estrangeiras em concorrer à gestão.."É um equipamento interessante para o sector privado. As grandes operadoras de estádios do mundo, gestoras de conteúdo, clubes de futebol, quem quer que seja, terão muito interesse nesse conjunto de entretenimento", declarou..O equipamento a que se refere o governador diz respeito a toda a área que envolve o estádio, incluindo um campo mais pequeno, conhecido como Maracañazinho, que também será reformulado..As reformulações do estádio começaram em agosto de 2010, estimando-se que a obra possa custar cerca de 705 milhões de reais (298,5 milhões de euros), mas já está próxima de atingir mil milhões de reais (423 milhões de euros), após anúncio de que a estrutura do teto precisará de ser reparada..A propósito do aumento no orçamento previsto, o governador limitou-se a dizer que esta subida ainda está dentro da margem de 50% permitida por lei para aumento dos custos de uma obra pública e reforçou que os trabalhos estarão concluídos no prazo previsto, em dezembro de 2012.."A lei permite que se aumente em até 50%, quando é reforma, que é o que vamos fazer. Vai ficar abaixo dos 50% permitidos por lei, apesar da cobertura ter sido a última novidade. Mas não encareceu ao ponto de chegar aos 50%", garantiu o governador.