chamado "consenso ibero-americano", publicado a 25 de junho na revista Nutrients, é assinado por 67 especialistas em áreas que vão da nutrição à toxicologia, de 43 organizações e universidades, incluindo as universidades portuguesas de Coimbra, Porto, Lusófona, Hospital de Santa Maria, Politécnico de Bragança e Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge..As conclusões saíram de um encontro internacional realizado o ano passado em Lisboa, em que os especialistas confirmaram a segurança deste tipo de adoçantes, que podem ser usados em "programas de controlo da diabetes e contribuir para um melhor controlo glicémico nos doentes, embora com resultados modestos", lê-se nas conclusões do artigo, que foi hoje divulgado. ."Alimentos e bebidas com adoçantes com poucas ou sem calorias poderiam ser incluídos nas linhas orientadoras das opções alternativas aos produtos com açúcares simples", acrescentam..O pediatra Sérgio Velho de Sousa, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, ressalvou que os açúcares nos alimentos têm "outras funções para além da adição do sabor doce" e que nem sempre se pode "eliminá-los ou substituí-los totalmente sem afetar a sua qualidade e estabilidade"..O investigador defende "um diálogo com os fabricantes de alimentos e bebidas" pela necessidade de reduzir "o consumo de açúcares adicionados" ou até substituí-los total ou parcialmente "pelos adoçantes sem ou de baixas calorias"..O tamanho das porções também deveria ser reduzido, defendeu..Os especialistas que subscrevem o consenso defendem ainda que os consumidores devem ter "acesso fácil a informação rigorosa e de qualidade, transparente e de fácil compreensão" para este e outros aspetos da nutrição.