Aveiro. Homicida tem cadastro e continua a monte.O assassino do emigrante de 54 anos morto com duas facadas na sequência de uma divergência no trânsito em Vagos continua a monte. A vítima, que vai hoje a sepultar, estava a reconstruir uma casa na praia da Gafanha do Areão para onde contava mudar-se quando lhe fosse dada a reforma do trabalho de construção civil que fazia, por conta de outrem, nos Estados Unidos da América, país onde estava radicado desde 1998..O funeral de Daniel Ferreira Pimentel, que parte da casa mortuária da Gafanha do Areão para a Igreja da Gafanha da Boa Hora, conta com a presença dos três filhos adultos, vindos da América logo que souberam da triste notícia..Familiares e amigos juntaram-se ontem à tarde na casa do falecido. "Estas férias que nos trazem habitualmente de Inverno à nossa terra não podiam ser mais tristes", lamentava um dos irmãos de Daniel Pimentel, também camarada de emigração. Ambos iriam regressar ao pais de acolhimento "dentro de dias".."Estava a preparar as coisas na casita para um dia deste voltar e descansar de uma vida de trabalho. Agora aconteceu isto, é inexplicável", disse em pranto..Natural da Vagueira, o falecido casou na Gafanha do Areão onde era respeitado. "Uma tragédia que nos abala a todos", desafabou uma vizinha. .A Polícia Judiciária (PJ) mantinha ontem a caça ao homem para tentar capturar o suspeito do crime, um indivíduo de etnia cigana, de cabelo rapado, na casa dos 40 anos, que já foi identificado e tem no cadastro agressões violentas em várias comarcas..A PJ soube que na origem da morte esteve uma contenda no trânsito. O alegado agressor não terá gostado de um gesto que a vítima lhe fizera quando se cruzaram numa estrada secundária da Gafanha do Areão. Atravessou a sua viatura à frente da do emigrante e, após uma troca de palavras, atingiu-o duas vezes com uma navalha, deixando inanimado. A vítima foi encontrada por populares a esvair-se em sangue. Acabaria por falecer a caminho do Hospital de Aveiro.|