Elon Musk anunciou suspensão da conta de Kanye West no Twitter por incitação à violência

A decisão foi tomada na sequência da publicação de uma imagem do símbolo nazi, uma suástica, entrelaçado com uma estrela de David, um símbolo judaico.
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O Twitter suspendeu esta sexta-feira a conta do rapper norte-americano Kanye West por "incitação à violência", anunciou o proprietário da rede social, Elon Musk.

A decisão foi tomada na sequência da publicação de uma imagem do símbolo nazi, uma suástica, entrelaçado com uma estrela de David, um símbolo judaico.

"Apenas para esclarecer que a conta [de West] foi suspensa por incitação à violência", indicou Musk, em resposta à imagem divulgada pelo rapper, cada vez mais isolado depois de recentes declarações antissemitas e da admiração expressa por Hitler.

Há pouco mais de um mês, a marca Balenciaga e a empresa alemã de artigos desportivos Adidas terminaram a colaboração com o rappar na sequência dos seus comentários antissemitas.

Durante muito tempo, a colaboração entre a Adidas e a estrela americana foi uma das mais lucrativas do mundo. Lançada desde 2014, a coleção Yeezy tem sido um sucesso e ajudou a tornar Kanye West um bilionário.

A relação entre os dois parceiros deteriorou-se, visivelmente, nos últimos meses, como resultado de várias polémicas protagonizadas pelo artista.

A empresa informou no início deste mês que estava a reavaliar a ligação a West, depois de este aparecer num desfile de moda em Paris com uma camisola onde se podia ler "White Lives Matter". A frase é uma reação dos grupos de extrema-direita e supremacistas brancos nos Estados Unidos ao movimento antirracista "Black Lives Matter".

Um documentário sobre Kanye West - agora Ye - foi também cancelado devido aos mais recentes comentários do rapper norte-americano.

"Não podemos apoiar nenhum conteúdo que alargue o seu palanque", informaram os executivos do estúdio MRC Modi Wiczyk, Asif Satchu e Scott Tenley.

O cantor também sugeriu que a escravidão era uma escolha e disse que a vacina contra a covid-19 era a "marca da besta".

O cancelamento do documentário surge apenas alguns dias depois de a casa de moda francesa Balenciaga ter cortado a relação com Kanye West, segundo o Women's Wear Daily.

Também o diretor-executivo da United Talent Agency (UTA), Jeremy Zimmer, condenou a atitude do rapper e denunciou o antissemitismo.

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