Eficácias e efeitos colaterais!

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Muito se tem falado acerca dos efeitos secundários das várias vacinas, principalmente na da AstraZeneca e dos fenómenos de tromboembolismo que podem causar em alguns dos receptores da dita vacina.

Mas, o que é uma vacina? (pergunta de 4ª Classe)

Uma vacina (resposta de 4ª classe para os mais antigos, ou 4º ano para os mais recentes, ou quase...) é uma substância que é introduzida no organismo para induzir uma resposta imunitária a vírus e bactérias causadoras de algumas doenças (sarampo, tétano, varíola, etc.), estimulando o organismo a produzir anti-corpos - imunização - contra essas doenças. Estes anti-corpos são criados naturalmente quando uma pessoa é infectada, como resposta a uma agressão infecto/inflamatória, conferindo uma imunidade natural. As vacinas estimulam a produção desses anti-corpos para que, quando o organismo é "atacado", tenha já uma defesa sem necessitar de esperar pela resposta do sistema imunitário.

Para isso há vários tipos de vacinas.

Sumariamente: vacina atenuada: apresenta o vírus ou bactéria enfraquecidos; vacina inativada: contém vírus ou bactéria inativados; e actualmente, com os estudos anti-Covid 19, as vacinas RNA.

Uma vacina ajuda o organismo a ter uma defesa melhor contra a infecção e poupa as pessoas das complicações da doença.

As mais faladas actualmente são as da Pfizer/BioNTech e da Moderna por um lado e da Astra Zeneca por outro. Tanto a vacina da Pfizer como a da Moderna utilizam uma técnica que codifica uma molécula de RNA que é encapsulada em uma membrana lipídica para que possa entrar nas células. Promove imunidade através de um código de RNA mensageiro, isto é, não "provoca" uma resposta do organismo semelhante à resposta à doença, mas sim uma resposta aos intermediários, inactivando-os. A vacina da AstraZeneca utiliza uma tecnologia baseada no ácido desoxirribonucleico (DNA), com genes inativados de adenovírus, isto é, mimetiza a doença para "provocar" a resposta do sistema imunitário (resposta de 4ª Classe, pois claro!).

Ao mimetizar a doença, alguns dos efeitos da doença podem aparecer, mesmo que atenuados. Um dos efeitos da Covid 19, bem documentado, é um efeito inflamatório grave das paredes endoteliais, provocando uma "descamação" do endotélio (as células que "forram" o interior dos vasos sanguíneos), que ao se agruparem formam coágulos ou trombos, com os efeitos adversos que um fenómeno trombo-embólico pode provocar (continuamos na 4ª Classe).

Assim, seria de esperar que uma reacção deste tipo pudesse ocorrer quando o organismo é estimulado a reagir perante uma ameaça de doença, reagindo como se doença se tratasse, com os mesmos sintomas e efeitos adversos da própria doença. É o que acontece. O que é indispensável saber é se esse efeito adverso é suficientemente frequente para ser considerado uma contraindicação.

Ainda não sabemos porque ainda não houve tempo para essa avaliação, mas pelo que já sabemos, a eficácia suplanta a contraindicação. Aconteceu, acontece o que é expectável, os estudos continuam tal como o tempo, sem parar, trazendo respostas que só podemos ter com o tempo que teima em passar sem parar.

Mas há um risco e esse, tem de ser bem avaliado e parametrizado. Acontece!

Mas o que não pode acontecer é um governo dizer que quem não aceitar este risco, mesmo que muito pouco provável, será colocado no fim da lista e mesmo assim terá de aceitar. É uma atitude inaceitável por parte de quem tem a obrigação de saber que quando há riscos o paciente tem o direito de escolher que tipo de riscos está disposto a correr.

Há ainda muita coisa que ainda não sabemos acerca do SARS CoV 2 e da Covid 19, mas o que já sabemos não permite ter este tipo de atitude, muito menos por parte de quem tem por finalidade servir o povo, isto é, o Sr. Governo!

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