Edwards, Adán e Amorim foram os pilares da vitória de sonho do Sporting

Sporting venceu o Tottenham por 2-0 num jogo em que soube sofrer antes de Paulinho e o estreante Arthur Gomes marcarem nos instantes finais. Leões lideram o grupo D.
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Loucura em Alvalade com o Sporting a fazer história, pois pela primeira vez na sua história venceu os dois primeiros jogos da fase de grupos da Champions. Foi uma partida intensa, frente a um Tottenham que ainda não tinha perdido esta época, mas que teve três pilares importantes: primeiro Marcus Edwards que na primeira parte colocou os londrinos em sentido, depois o guarda-redes Adán que segurou a equipa no início da segunda e finalmente o treinador Rúben Amorim, que lançou Paulinho e Arthur Gomes na parte final do jogo para marcarem os golos da vitória.

Um final de jogo frenético que permitiu ao Sporting assumir a liderança do grupo D da Liga dos Campeões, com duas vitórias, cinco golos marcados e nenhum sofrido. Após esta vitória de sonho, a equipa de Rúben Amorim está bem lançada para chegar aos oitavos-de-final da prova pela segunda época consecutiva.

Marcus Edwards foi então o inglês que brilhou na primeira parte. O avançado do Sporting foi uma seta apontada à baliza do Tottenham, que não esperava, por certo, tanto brilho do jogador formado nas suas escolas de formação. Era ele a chave da estratégia montada pelo treinador dos leões para surpreender o homólogo Antonio Conte.

Os leões apresentavam-se com linhas mais recuadas, convidando os spurs a tentar encontrar espaços para chegar à baliza de Adán, mas a verdade é que os habituais movimentos de Harry Kane, que recuava no terreno para libertar as entradas em velocidade de Richarlison e Heung-min Son, estavam bem estudados e poucas foram as vezes que o Tottenham ameaçou verdadeiramente a baliza leonina. Quando o conseguiam caíam quase sempre em fora de jogo: que o diga Richarlison, que viu um golo ser-lhe anulado.

Nesta espécie de jogo do gato e do rato, lá aparecia o supersónico Edwards que logo aos sete minutos iniciou uma corrida louca, libertando depois Pedro Gonçalves para um remate que Hugo Lloris defendeu com a ponta dos dedos para canto. O melhor estava guardado para o último lance da primeira parte quando o avançado inglês do Sporting iniciou um slalon entre os jogadores do Tottenham, deixando cinco para trás, e após uma tabela com Porro, já dentro da área, rematou para Lloris fazer uma defesa que nem ele próprio percebeu como conseguiu. Uma jogada fantástica digna de Lionel Messi, que deixou Antonio Conte à beira de um ataque de nervos junto à linha lateral.

A segunda parte trouxe um Tottenham diferente: mais intenso, mais veloz e, sobretudo, com Harry Kane a baralhar a defesa sportinguista com as suas deambulações pelas alas que confundiram as marcações. Foram 15 minutos de sofrimento para os leões, que viram por duas vezes Emerson Royal estar perto do golo, depois de ganhar vantagem sobre Nuno Santos, e depois foi a vez de Harry Kane rematar para nova excelente defesa de Adán, que segurou a equipa no momento em que mais precisava.

É certo que os londrinos continuaram a ser a equipa mais perigosa, com Kane e Richarlison a perderem mais duas boas oportunidades, mas o Sporting deu sempre a sensação que mantinha a esperança viva. Com cerca de um quarto de hora para jogar, Rúben Amorim lançou o mal-amado Paulinho para o lugar do esgotado Trincão, numa altura em que o Sporting começava a respirar melhor.

E o sinal que os sportinguistas sentiam que ainda tinham a última palavra no jogo foi quando Pedro Porro, em cima do minuto 90, arrancou um remate em arco, ainda de fora da área que obrigou Hugo Lloris a uma excelente defesa para canto. E quando parecia que tinha acabado de ser desperdiçado aquele que era o momento para dar o golpe de misericórdia nos ingleses, eis que, na sequência do pontapé de canto, Pedro Gonçalves colocou a bola na cabeça de Paulinho, que fez explodir a festa em Alvalade. O avançado marcou assim o seu primeiro golo da época e o quarto em jogos da Champions e deu razão a Amorim que tantas vezes o defendeu.

Só que ainda não tinha terminado a noite de sonho, pois logo após o golo o técnico lançou Ricardo Esgaio e o ex-estorilista Arthur Gomes, que na estreia pelo Sporting e na Champions fez o impensável: pegou na bola, passou por dois adversários e rematou para o golo. Um verdadeiro conto de fadas para aquele que foi o último reforço do Sporting no mercado de verão.

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