E o velho vira novo! 

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Estes dias que medeiam o Natal e o Ano Novo são propícios à realização de retrospetivas sobre o ano que agora chega ao fim e o que ele representou para cada um de nós e também para todos como comunidade. Assim, antes que chegue 2023 e enquanto nos preparamos para as festas que dão as boas-vindas ao novo - que queremos cheio de prosperidade e de coisas boas - é tempo de olhar o ano que termina.

2022 foi um ano em que fomos colocados à prova. A invasão da Rússia à Ucrânia chegou em fevereiro, há quase um ano, e com ela a guerra voltou à Europa, voltando a criar dois blocos geopolíticos antagónicos e dando uma nova vida à NATO.

Esta guerra tem elevados custos financeiros e humanos. Mas também políticos: o isolamento a que a Federação Russa foi votada e as sanções económicas impostas foram um golpe rude nos planos de Putin; mas, o maior golpe foi, porventura, aquele que foi dado com a resposta militar dos ucranianos que não só não desistem, como continuam a recuperar terreno e a reconquistar a sua pátria.

Os efeitos deste conflito rapidamente se fizeram sentir a vários níveis: o receio global de uma nova crise económica e financeira, o aumento das taxas de juro e o aumento da inflação. Estas foram várias das ondas de choque que rapidamente se espalharam pelo mundo.

Depois o problema energético com que a Europa está confrontada. Perante todo este cenário macro, os problemas sociais e económicos da Europa agravam-se e deixam este continente à beira de um ataque de nervos.

Ainda assim, a perseverança dos líderes europeus evitou males maiores. As medidas tomadas pelos diversos governos europeus - pela própria União Europeia, diga-se - vão no sentido de procurar uma maior integração e respostas conjuntas que consigam resultados mais concretos e, sobretudo, mais rápidos,

Também os países em vias de desenvolvimento estão confrontados com o problema da crise energética e da inflação, ambas com forte impacto na sua imensa dívida externa, maioritariamente quantificada em dólares. O desafio é complexo e complicado e só com programas de apoio internacional, numa verdadeira lógica de comunidade internacional, será possível por cobro à situação de desespero que se vive em muitos desses países.

Do outro lado do globo, 2022 não poupou a China. Ainda a braços com a pandemia, o gigante chinês foi confrontado de forma visível e orgânica pelo seu povo, com a política de tolerância zero quanto à COVID a ser o pretexto para a contestação ao governo.

As medidas de controlo da pandemia foram levantadas, para com isso para atenuar os protestos da população, e assiste-se agora a um crescimento brutal do número de infetados. Resta saber que custos este recrudescimento pandémico irá ter para a economia chinesa e para a própria situação pandémica à escala global.

Do outro lado do Atlântico, por terras do Tio Sam, o ano que agora termina não foi menos desafiante. A administração do partido Democrata passou o teste das eleições intercalares e conseguiu segurar a maioria necessária, impedindo a temida "onda vermelha" republicana.

A governação da administração Biden/Harris está a surtir os seus efeitos, não obstante os problemas sociais que continuam a assolar o país. Os Estados Unidos da América têm um sistema bancário robusto, energia suficiente para fazer face às suas necessidades e políticas económicas que permitem que a sua economia cresça e que as empresas continuem a contratar e a pagar salários altos.

Agora que 2022 chega ao fim, podemos dizer que podia ter sido muito pior, face a todas as nuvens negras que se formaram no horizonte. Aqui chegados, o Ano Novo só pode melhorar.

Para tal, teremos de enfrentar o futuro com um espírito inovador e muito, muito trabalho, por nós e pelo nosso futuro coletivo enquanto comunidade. Adeus 22, até já 23!

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