Dois mortos em atentado das FARC em Bogotá

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Colômbia. Alvo do explosão foi loja da cadeia Blockbuster

Dez quilos de pentrite ligados a uma bateria e a um temporizador que marcava apenas três minutos. O tempo suficiente para deixar a bomba, escondida numa mochila, e fugir antes de a explosão destruir a loja de aluguer de vídeos Blockbuster no cruzamento da Carrera Novena com a Rua 82, numa zona comercial de Bogotá. O atentado, que a polícia atribui às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), causou a morte a duas pessoas na noite de terça-feira.

Carlos Romero, de 27 anos, trabalhava há cinco anos na empresa de segurança City Personas, que, apenas dois dias antes, resolvera premiá-lo pelo seu bom trabalho e transferi-lo para a loja da Blockbuster. Carlos acabaria por ser uma das duas vítimas mortais do atentado, junto com outra jovem, de 23 anos, também trabalhadora da loja, segundo a rádio colombiana Caracol. A força da explosão deixou marcas de destruição a mais de 200 metros, causando ainda ferimentos ligeiros numa dúzia de transeuntes. É a terceira vez que a Blockbuster é alvo de um atentado do género, o último há mais de um ano.

As autoridades apontam o dedo às FARC, uma vez que os proprietários da loja tinham denunciado, há alguns meses, que estavam a ser alvo de extorsão da parte de delinquentes que diziam pertencer à guerrilha. O Governo critica a atitude contraditória das FARC, que fazem explodir bombas ao mesmo tempo que falam em acordo humanitário e negoceiam a libertação unilateral de seis reféns.

O Presidente colombiano, Álvaro Uribe, emitiu um comunicado em que condenou o atentado e anunciou a criação "imediata" de um corpo de elite da polícia e do exército para combater de forma efectiva este fenómeno da extorsão.|

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