Diabo Na Cruz levam música popular de norte a sul do País

 Novo grupo liderado por Jorge Cruz, que cruza memórias da música tradicional portuguesa com referências rock, inicia hoje digressão de apresentação do álbum 'Virou!' <br />
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Depois de terem editado no final do ano passado o primeiro álbum, Virou!, hoje o colectivo Diabo Na Cruz inicia a sua primeira digressão de apresentação do disco no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, sendo que até Abril vão passar por locais como Guimarães, Aveiro, Portalegre, Guarda, Beja ou Lisboa e Porto.

"Somos uma banda rock que vai até à memória do que possa ser a música tradicional portuguesa." É com estas palavras que o líder Jorge Cruz nos fala do grupo, que nasceu em 2008 no seio da tão falada editora FlorCaveira. Além do vocalista, fazem ainda parte do grupo B Fachada, Bernardo Barata, João Pinheiro e João Gil.

É o cruzamento espontâneo e descomplexado do rock com a música popular portuguesa que interessa ao grupo, realidades que para Jorge Cruz em nada são incompatíveis: "O lado festivo, espontâneo, popular e até pouco polido que a música rural tem casa de uma forma muito fácil com esse mesmo despojamento e imediatismo que a música punk também nos trouxe."

A presença de Vitorino logo no tema de abertura de Virou!, O Regresso da Lebre, tem assim um lado muito simbólico: "A música dele inspirou-me muito e inconscientemente vai entrando na música dos Diabo Na Cruz, sendo que na vida acabei por cruzar-me com ele e houve desde logo uma afinidade", disse o músico.

Agora que vão começar uma primeira digressão, Jorge Cruz acabou por confessar: "Algo com que não me identifico nesta cena de Lisboa é estar muito confinada à própria cidade, a boas páginas nos jornais, a um nicho de pessoas que vê nesta malta os salvadores de alguma coisa, quando não têm de o ser. Esta música foi feita para o país inteiro, e sendo esta uma música de inspiração rural até será melhor entendida no interior do país".

Nos concertos que se seguem, "que vão servir para nos conhecermos melhor enquanto banda", o grupo vai tocar o primeiro disco completo, "mais uma ou duas que não foram gravadas, e outras duas canções novas que entretanto surgiram". Apesar de ter sido discutida a ideia de apresentar versões de outros artistas, por agora não será esse o caminho a seguir.

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