Desportos radicais

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O nome «desporto radical» pode induzir em erro, já que nada existe de «radical», mas apenas da experimentação da vertigem, em contacto com a natureza e respeitando o ambiente.

Ao contrário do que muitos adultos pensam, os desportos deste tipo, desde que seguindo as regras, são tão seguros como quaisquer outros. Em Portugal praticam-se diversas modalidades:

Ar
Asa-delta (a asa-delta descola e aterra utilizando unicamente a força motriz das pernas do piloto. Necessita para descolar de um local elevado, com um bom desnível e com alguma pendente); pára-quedismo; scad diving (salto que é realizado sem qualquer tipo de cordas amarradas ao corpo, em que o participante salta para um espaço delimitado por uma «área de rede»); parapente (voar pendurado por um arnês, planando o máximo de tempo possível); bungee-jumping (saltar de pontes e viadutos com um elástico amarrado à perna).

Água
Mergulho; canoagem; rafting (descida de rios de águas bravas, com um raft, uma embarcação pneumática preparada para o efeito, que deixa sair a água que vai entrando); jet ski (como uma mota-de-água, mas mais rápida); kitesurf (mutação entre o windsurf e o wakeboard. Consiste numa espécie de prancha de windsurf puxada por um pequeno parapente (kite que possibilita velocidade e muitas manobras); wakeboard (o barco puxa e o desportista pode «esquiar» numa prancha, a grande velocidade); bodyboard (apanhar ondas deitado sobre uma prancha); skimming (deslizar sobre uma fina camada de água à beira-mar, com o auxílio de uma prancha de madeira – contraplacado –  ou de espuma e fibra de vidro – como as pranchas de surf; surf e windsurf .

Terra
BTT (bicicleta todo-o-terreno); escalada; rappel (descida  de escarpas, segurando-se a cordas); slide (descida rápida, em que o praticante desliza por um cabo de aço esticado com algum declive, utilizando como suporte algum equipamento de escalada); tirolesa (passar por cima de um obstáculo natural, suspenso numa corda); espeleologia; karting; paintball; todo-o-terreno ou trekking (marcha na montanha em que se fazem passagens em rios e também escaladas).
O parkour (por vezes abreviado como PK) ou l’art du déplacement (em português: arte do deslocamento) é uma actividade física eminentemente urbana, desenvolvida pelo francês David Belle, e que se baseia nos treinos de soldados. Cada vez mais estruturada, tem como objectivo uma pessoa mover-se de um ponto para o outro da maneira mais rápida e eficiente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano, sem ajuda de patins, molas ou qualquer outro dispositivo para transpor obstáculos que poderão ser qualquer coisa no ambiente circundante, desde pedras e árvores a grades, muros e paredes. Exige uma enorme concentração, ritmo, psicomotricidade, agilidade, sensação de timing e vontade de vencer. Ao mesmo tempo, a rapidez associa-se ao gasto mínimo de energia, e a velocidade e vontade de ser o primeiro a atacar obstáculos directamente.

Os praticantes de parkour são denominados traceurs e traceuses. As situações levam, muitas vezes, ao confronto: um encontro em sentido contrário terá de ser resolvido através do diálogo, da luta ou da esquiva. Entre os maiores problemas do parkour estão os acidentes, porque o desafio entre os participantes leva-os a correrem em viadutos, pontes, muros, gradeamentos e locais onde uma queda ou desvio pode corresponder à morte. Aliás, desafiar o perigo e a morte fazem parte do jogo, ou não seja o lema do parkour «être et durer» (ser e durar)…

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