Desligaram alarme e deixaram a escola de "pés para o ar"

Assaltantes apenas roubaram um plasma e algum dinheiro. Mas deixaram rasto de destruição que levou ao fecho da escola
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Quando a funcionária encarregada pela abertura das portas da Escola Básica Alberto Valente, no Pinhal Novo (Palmela), entrou pelas 07.00 no estabelecimento de ensino ficou estupefacta com o "cenário de guerra" que na madrugada de ontem tinha varrido o edifício. Depois de desligarem o alarme, os assaltantes destruíram grande parte do mobiliário e ainda roubaram um plasma. As 500 crianças não tiveram aulas e os pais estão inseguros.

A destruição começava nas portas partidas, estendia-se aos armários das salas de aula e nem a biblioteca escapou a esta mistura de vandalismo e assalto, onde, para além do plasma, desapareceu ainda um pequeno montante em dinheiro proveniente da máquina de café e das cadernetas escolares. A investigação, a cargo da GNR, admitiu que o número indeterminado de indivíduos que assaltou o estabelecimento conhecia o local, dado que depois de o alarme ter sido prontamente desligado, também as linhas telefónicas foram destruídas.

O caso está a gerar insegurança entre os encarregados de educação, que alertavam para o facto da escola, inaugurada há um ano, se situar num "local isolado, distante da vila e sem vigilância", cujas traseiras dão para um descampado. Foi justamente por aí que um número indeterminado de indivíduos acedeu ao pátio escolar, cortando a vedação, acabando por entrar no edifício após partir um dos vidros de uma janela.

Desconhece-se a hora a que os assaltantes entraram na escola e quanto tempo lá estiveram, mas uma auxiliar admitiu ao DN que "deve ter sido por um largo período, porque deixaram isto de pés para o ar", embora pelas 15.00, após a recolha de provas da GNR, já estivesse a ser ultimada a limpeza e arrumação, recebendo os pais a garantia de que as portas vão reabrir esta manhã. Enquanto fazia o levantamento dos prejuízos, a coordenação da escola, situada na zona de Vale Flores, não quis prestar declarações ao DN, mas Carlos Vilas, da associação de pais, lamentava o transtorno para os encarregados de educação.

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