"É importante esclarecer as circunstâncias em que eles foram mortos. Há quem diga, sobretudo, entre os polícias militares, que a operação foi um sucesso por terem sido mortos bandidos. Entretanto, há fortes indícios de fuzilamento", declarou Pedro Daniel Strozenberg, ouvidor-geral da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, à plataforma de notícias UOL..Strozenberg frisou ainda que para garantir uma maior transparência no apuramento dos factos, irá solicitar o documento relativo às autópsias dos corpos em causa: "Assim poderemos saber ao certo o número de tiros que atingiram cada um dos mortos e a trajetória das balas", acrescentou..A plataforma de notícias UOL diz ainda que há depoimentos contraditórios acerca do confronto entre suspeitos de pertencerem a grupos criminosos e agentes policiais da passada sexta-feira. .Enquantos que as forças da autoridade afirmam que existiu uma troca de tiros com os suspeitos, moradores das três comunidades localizadas no bairro turístico de Santa Teresa, onde decorreu o confronto, dizem que os polícias surpreenderam o grupo com tiros..A operação contou com agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), agentes do Comando de Operações Especiais (COE), e do Batalhão de Choque, que executavam uma operação de combate ao tráfico de droga, no centro do Rio de Janeiro..Na sua conta do Twitter, a Polícia Militar relatou que apreendeu três fuzis, outras 12 armas de fogo e seis granadas durante a operação levada a cabo nas comunidades do Fallet, Fogueteiro e Coroa, localizadas no bairro de Santa Teresa..A guerra entre grupos criminosos rivais e milícias, além da violência policial, fizeram o Rio de Janeiro entrar numa grave crise de segurança pública que só em 2017 provocou 6.731 mortos, de acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP)..Segundo dados do ISP, a polícia do Rio de Janeiro matou 1.444 pessoas entre janeiro e novembro de 2018 - dos 5.144 casos registados em todo o Brasil --, o que supõe o maior número de mortes cometidas por agentes desde pelo menos 1988.