David Pintor publica um passeio ilustrado por Lisboa

David Pintor, caricaturista e pintor espanhol, percorreu as ruas de Lisboa, demorou-se a mirar os monumentos, a calçada e os elétricos, transpondo-os para o livro de viagens "Lisboa", que apresenta no sábado na capital.
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O livro, a editar pela Kalandraka, é um passeio ilustrado por Lisboa, sem texto, com uma visão pessoal de David Pintor sobre a cidade, com elementos repetidos em todos os desenho: uma bicicleta, sardinhas que voam e o próprio autor, empunhando, por vezes, um violino.

"Tenho duas paixões na vida: viajar e desenhar, e quando há uns anos falei com os editores da Kalandraka, propus-lhes fazer uma coleção de livros de viagens, dedicada às cidades que mais me inspiravam", explicou David Pintor em entrevista à agência Lusa.

Depois de ter desenhado Santiago Compostela, avançou para Lisboa, cidade que conheceu no verão, há meia dúzia de anos, e que lhe ficou na memória.

"No momento em que decidi qual seria a cidade para o segundo livro, tudo foi claro: Lisboa, uma cidade que me apaixonou desde o primeiro dia e à qual queria prestar uma homenagem pessoal em forma de livro ilustrado. Lisboa é para mim uma das cidades com mais encanto na Europa", sublinhou.

David Pintor é um caricaturista e pintor espanhol, que forma há vinte anos a dupla Pinto & Chinto com Carlos López, assinando vinhetas no La Voz de Galicia e livros para a infância, alguns dos quais editados em Portugal, como "Minimalário", "Nicomedes" e "Contos para meninos que adormecem logo a seguir".

"Lisboa" é um livro para leitores de todas as idades - explicou - e no qual se revela um "turista acidental" que andou a passear pela cidade, não só pelos sítios mais emblemáticas, mas também por alguns menos turísticos.

Em todos os desenhos há uma bicicleta vermelha, uma personagem que unifica as ilustrações e que dá o movimento para as paisagens desenhadas, e ainda a sardinha, "um símbolo muito próximo da cultura lisboeta", disse.

"A Lisboa que aparece neste livro é uma mistura de realidade e fantasia. Não queria ficar-me apenas pelo que vi, mas também incluir aquilo que me inspirou. Por isso, me permiti a desenhar coisas que não existem", como uma pala demasiado ondulante no Pavilhão de Portugal, um elétrico a espreitar nos jardins da Gulbenkian, um estendal de roupa no topo da Sé de Lisboa.

David Pintor estará em Lisboa no sábado para apresentar o livro na livraria Bertrand Chiado e no festival IN, na FIL.

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