Costa: "Não podemos só olhar ao custo mas também ao benefício"

Primeiro-ministro visitou o Parque Tejo na companhia dos autarcas de Lisboa e Loures e lembrou que "o turismo em Portugal deu um grande salto após a Expo 98 e após o Euro 2004".
Publicado a
Atualizado a

António Costa desvalorizou esta segunda-feira as críticas ao investimento do Estado e das autarquias na organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), recusando qualquer benefício à Igreja Católica.

"A Câmara de Lisboa também se mobiliza quando se realiza a final da Champions e a Web Summit. Não podemos só olhar ao custo mas também ao beneficio. A convocatória do Papa Francisco a todos os jovens é uma coisa extraordinária. Devemos estar honrados por o Santo Padre ter escolhido Portugal. Estamos a fazer aquilo que devemos fazer, tendo em conta também a projeção internacional do país, não só o ganho imediato em refeições e alojamentos vendidos. O turismo em Portugal deu um grande salto após a Expo 98 e após o Euro 2004. O evento vai marcar durante muitos e bons anos os jovens que participarem e Portugal ficará visto como um país capaz de organizar grandes eventos. O território vai ficar transformado, esta Frente Ribeirinha é um ganho que vai ficar", afirmou o primeiro-ministro, durante uma visita ao Parque Tejo, na qual esteve acompanhado por Carlos Moedas e Ricardo Leão, presidentes da autarquias de Lisboa e Loures, respetivamente.

O primeiro-ministro afirmou que "tudo foi devidamente planeado" para garantir a segurança da Jornada Mundial da Juventude e assegurou que, havendo algum problema, as forças e serviços de segurança estão prontos para tomar as medidas necessárias.

"Tudo foi devidamente planeado, está devidamente articulado e, portanto, necessariamente preparado para que a tranquilidade seja assegurada, a segurança seja garantida e que tudo possa correr bem, mas naturalmente estando as diferentes forças e serviços prontos para poder tomar as medidas que sejam necessárias", afirmou António Costa.

O chefe de Governo esteve esta segunda-feira na sede do Sistema de Segurança Interna, em Lisboa, onde assistiu a um 'briefing' sobre a articulação e coordenação dos diferentes comandos operacionais e táticos e passou pela última reunião da Comissão de Acompanhamento antes do arranque da JMJ.

Numa declaração à comunicação social no final da visita, e antes de seguir para o Parque Tejo (local que vai acolher uma das principais cerimónias), o primeiro-ministro assinalou que este é "o maior evento internacional" que Portugal "alguma vez acolheu, um evento de grande dimensão", que vai "trazer jovens de todo o mundo com experiências de vida diferentes e com uma vivência muito intensa ao longo da semana para acompanhar a JMJ".

"Obviamente este vento requer uma mobilização também sem precedentes de todas a forças e serviços de segurança, o apoio das Forças Armadas, dos serviços de emergência e proteção civil, de emergência médica, e foi isso que vim aqui verificar, sob a coordenação do senhor secretário-geral do Sistema de Segurança Interna", afirmou.

António Costa garantiu que "até agora tudo tem vindo a decorrer com total normalidade".

"Foram repostos os controlos de fronteira, e estão a ser feitos com normalidade, o dispositivo, quer no local dos eventos, quer no conjunto do território nacional e em particular nas vias de acesso a Lisboa, tem sido assegurado. E, portanto, acho que temos boas razoes para estarmos neste momento confiantes sobre aquilo que foi o trabalho de preparação e estado de prontidão das diferentes forças e serviços de segurança para responder a qualquer eventualidade", salientou.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt