"Foram detetadas quatro infrações aos LMR [limites máximos de resíduos] que correspondem a 1,08% num total de 370" amostras, quando em 2015 era de 2,1% em 680 amostras e em 2014 de 3,8% em 397, refere o relatório do Controlo Nacional de Resíduos de Pesticidas em Produtos de Origem Vegetal em 2016..O documento elaborado pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) salienta que "este nível de infração é inferior aos encontrados nos anos anteriores".."Os dados obtidos permitiram concluir que 54,3% das amostras de produtos vegetais apresentavam resíduos inferiores ao LMR (195 amostras) e 44% (158 mostras) não apresentavam resíduos", segundo o relatório..As quatro infrações foram encontradas em amostras de maçã, couve de folhas, alface e alho francês.."Foi estimado possível risco para o consumidor proveniente" da amostra de maçã, uma infração que poderá ter como causa a recente mudança do limite de clorpirifos, acrescenta o relatório..A excedência não é sinónimo de infração porque ao resultado obtido na análise se deve associar o valor da incerteza do método, explicam os técnicos. .O documento também esclarece que os limites máximos são valores seguros para o consumidor "tanto quanto os conhecimentos técnicos e científicos disponíveis no momento o permitem afirmar", sendo igualmente "o valor de resíduos mais baixo possível associado a práticas fitossanitárias autorizadas nas culturas".."A eventual transgressão de um LMR, se bem que ilegal, e como tal punida por lei, não se traduz necessariamente em risco para o consumidor", específica a DGAV..Foram encontradas seis excedências dos limites máximos de resíduos, representando 1,67%, as quais ocorreram em produtos vegetais nacionais..A produção biológica estava também representada no conjunto de produtos analisados com 23 amostras, nas quais foram encontrados resíduos abaixo do limite máximo em quatro amostras - de banana, couve repolho, cebola e alho francês -, "constituindo infração os resíduos detetados na cebola e no alho francês"..Várias amostras analisadas continham mais do que um composto (pesticida) e o relatório destaca duas amostras de morangos de produção nacional com sete pesticidas, uma de tomate nacional com igual número de pesticidas, e uma mostra de tomate vindo de Espanha com cinco compostos. .Os resultados dos controlos nacionais são transmitidos à Autoridade Europeia da Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) e resultaram do trabalho do Laboratório de Resíduos de Pesticidas do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e dos representantes das regiões da Madeira e dos Açores..A elaboração do controlo nacional baseou-se no Programa Coordenado Plurianual da UE que definiu como produtos a analisar maça, couves de repolho, alho francês, alface, pêssego, morango, grãos de centeio, tomate e vinho (branco ou tinto), num total de 130 amostras. .A Direção Regional de Agricultura da Madeira juntou pera abacate, anona, banana, batata doce, cebola, cenoura, maracujá, sidra e sumo de cana, totalizando 179 amostras e a Direção Geral de Agricultura dos Açores batata doce, coentros, espinafre, hortelã, salsa, kiwi e manjericão, com 60 amostras.