Confrontos entre manifestantes no centro de Paris

A manifestação em memórias das três vítimas do tiroteio em Paris levou a polícia a usar gás lacrimogéneo.
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Centenas de ativistas, políticos e grupos de antirracismo juntaram-se para uma manifestação este sábado em Paris, depois de um homem ter morto a tiro três pessoas da comunidade curda, admitindo ser racista. Apesar de ter começado como uma manifestação pacífica acabou com confrontos com a polícia.

A concentração foi em grande parte pacífica, mas alguns jovens atiraram projéteis e envolveram-se em escaramuças com a polícia, que usou gás lacrimogéneo para os tentar controlar. Segundo o jornal Le Parisien, bombas de fumo e fogos-de-artifício puderam ser observados na rue du Temple, levando aos organizadores a pedirem a calma, "que voltou momentos depois".

Alguns manifestantes gritaram 'slogans' contra o Governo da Turquia, que enfrenta desde a década de 1980 uma insurgência do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), formado para lutar por um Estado curso independente.

Na sexta-feira, o homem francês de 69 anos invadiu centro cultural curdo em Paris, matando três pessoas. Este acabou por admitir aos investigadores que era racista.

Das três pessoas feridas, uma recebeu cuidados intensivos no hospital e duas foram tratadas por ferimentos graves.

O chefe da polícia de Paris encontrou-se este sábado com membros da comunidade curda para tentar acalmar os seus receios antes do comício na Praça da República.

O ataque de sexta-feira ocorreu num centro cultural curdo e num restaurante e salão de cabeleireiro próximos.

O ministro do Interior francês, Gerald Darmanin, disse que o suspeito tinha como alvo os estrangeiros e agiu sozinho.

Disse também que o suspeito não estava oficialmente afiliado a qualquer movimento de extrema-direita ou outros movimentos radicais.

Diário de Notícias
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