Evitar a exclusão social e encontrar um grupo de pessoas que partilhem os mesmos interesses, valores e formas de viver. É este o objectivo de José Rico e Agnes Gono, que pretendem lançar um projecto de condomínios temáticos em Salvaterra de Magos para "dar o máximo de liberdade às pessoas para serem mais felizes", já que podem viver de acordo com as suas preferências e gostos..José Rico, da empresa Rico&Gono - Compra e Venda de Imóveis, explicou ao DN que "este é um projecto flexível e à medida das pessoas que queiram participar", com os promotores da iniciativa a "apontarem apenas alguns exemplos, que achamos que são bons exemplos, fora do normal e que dão mais qualidade de vida às pessoas"..O projecto visa a construção de vários condomínios, com cerca de cinco moradias, em que todos os habitantes teriam os mesmos interesses, como ambientalistas, vegetarianos, não fumadores, amigos de animais ou mesmo profissionais liberais. "Serão condomínios à medida, sem criar guetos", sublinha. José Rico entende que assim se "promove a interacção entre gerações", mas depois "é como os filhos: estamos cá para os ajudar", mas as opções terão que ser eles a tomá-las..Para tal, José Rico conta com terrenos no município de Salvaterra de Magos, sendo que dois deles são consideravelmente maiores, chegando aos 5600 metros quadrados, onde se poderiam "criar equipamentos de apoio que pudessem ser utilizados pelos outros condomínios, como piscina ou outros"..A ideia nasceu juntamente com amigos com quem esteve "em África e Ásia. Ao regressar a Portugal senti-me deslocado e a ideia era a de criar qualquer coisa muito mais agradável do que os condomínios tradicionais, mesmo a nível de construção"..Para este projecto, José Rico defende a opção "por técnicas tradicionais, como a taipa ou o adobe, que são adequadas a Portugal". No total, será necessário um investimento na ordem dos 25 milhões de euros..A par dos condomínios temáticos, José Rico quer lançar uma fábrica de enchidos vegetarianos em Salvaterra de Magos, à base de cogumelos, que poderão criar cerca de 50 postos de trabalho. Além disso, planeia a criação de uma fábrica de enchidos biológicos em Alfândega da Fé, em colaboração com a Biocoop - Produtos de Agricultura Biológica, e uma outra fábrica em Almeida, com 3600 metros quadrados, e que serviria como um entreposto para a distribuição de produtos regionais.