COM LÁGRIMAS, POIS CLARO

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Os pactos de sangue, em que duas ou mais pessoas se uniam em redor de uma causa para toda a vida, já foram uma prática comum. O sangue simbolizava a honra e dedicação de quem assumia o compromisso. De Rui Costa pode dizer-se que estabeleceu com o Benfica um pacto de lágrimas. As lágrimas que lhe correram pelo rosto quando marcou pela Fiorentina, na Luz, e que logo o transformaram, aos olhos dos adeptos, numa referência do clube. As mesmas lágrimas que domingo voltaram a cair, quando recebia a ovação de 55 mil adeptos, dos familiares e dos companheiros de equipa, capazes de deixar para segundo plano a desastrosa época desportiva do Benfica no momento de homenagear o número 10.

Rui Costa encerrou um ciclo brilhante, como jogador, e pode agora dedicar-se por inteiro à função que já vinha desempenhando na parte final da época, como director desportivo. Um cargo em que é fundamental ter sangue frio para agir com sucesso dentro de um meio de interesses muitas vezes escondidos, como é o futebol. Onde se quer mão de ferro para lidar com os diferentes egos dos jogadores de um plantel. E onde as lágrimas seriam vistas como um sinal de fraqueza. Os tempos mudam, a exigência também.|

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