Colocou rim à venda para pagar hipoteca

Homem de 41 anos no desemprego pôs um dos seus rins à venda por 200 mil euros porque não recebe qualquer subsídio "nem outro tipo de ajuda".
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Desde há anos que têm surgido nas páginas de anúncios na Internet em Espanha algumas ofertas de órgãos humanos, aproveitando o facto deste país ser o líder mundial nestas operações, mas o fenómeno assume com a crise no país vizinho uma outra dimensão.

Uma prática muitas vezes aproveitada pelas máfias de tráfico internacional de órgãos e denunciada por organizações de defesa dos direitos humanos como atentados à dignidade da pessoa humana.

Nos últimos tempos, estes anúncios tornaram-se mais frequentes, sendo indicados claramente motivos económicos como razão para a venda de órgãos do próprio corpo. O caso mais recente é hoje divulgado pelo 'site' do ABC, em que um residente em Madrid propõe a venda de um dos seus rins "em perfeito estado" por 200 mil euros.

A razão é a de sempre: "preciso de dinheiro, não recebo subsídio de desemprego nem qualquer outro tipo de ajuda" e sempre é melhor "vendê-lo" do que viver "a dormir na rua". O desespero de quem vende é evidente: "e por não ter nada (...) nem vontade de viver tenho".

A lei espanhola proíbe "qualquer publicidade sobre a necessidade de um órgão (...) ou a sua disponibilidade", refere o artigo 8 do Decreto Real 2070/1999, assim como receber ou exigir "qualquer preço pelo órgão transplantado".

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