A Cofina lucrou, nos nove primeiros meses do ano, 7,6 milhões de euros, mais 16,8% do que em igual período do ano passado, anunciou ontem a empresa de media liderada por Paulo Fernandes, que conseguiu compensar as perdas associadas aos investimentos decorrentes do lançamento dos jornais gratuitos em Espanha (Penalty) e Brasil (Destak) com as mais-valias conseguidas pela venda de títulos cotados não identificados. No entanto, a Avánzit foi uma dessas vendas..O terceiro trimestre, como já tinha acontecido com a Impresa e com a Media Capital, teve um bom desempenho, inclusivamente no que respeita às receitas com publicidade. Estas cresceram, de Julho a Setembro, 10,8%, o que contribuiu para um aumento acumulado no ano de 3,7%. As receitas de publicidade pesam 40% nas receitas da Cofina, que atingiram, no total, até Setembro, 97,355 milhões de euros (sensivelmente o mesmo do ano passado), sendo de publicidade 39 milhões. As vendas de jornais e revistas (circulação) ainda pesam mais, tendo facturado, de Janeiro a Setembro, 43,4 milhões de euros. Na Cofina, tanto no segmento das revistas como no dos jornais, as receitas de circulação pesam mais do que as publicitárias, tendo aumentado em ambas, quer no terceiro trimestre quer no conjunto dos nove meses. Na Impresa, as receitas de circulação caíram, nos primeiros nove meses, nos jornais e nas revistas, mas cresceram em publicidade 2,6% e 1,9% respectivamente. Nas revistas da Impresa, as receitas de circulação pesam mais do que as de publicidade..A Cofina anunciou um aumento de 10% na tabela de publicidade da Sábado em Outubro. A empresa justifica a queda de 0,8% nos proveitos até Setembro pela redução no marketing alternativo, apesar da subida de 29% desta rubrica no terceiro trimestre. O EBITDA atingiu os 12,464 milhões de euros, tendo a Cofina conseguido reduzir mais os custos (em 1,4%), compensando a ligeira quebra nos proveitos. AM