Cidades de Maputo e Quelimane aderem à descarbonização dos transportes
O desafio "zero emissões de carbono até 2050" foi formalmente assumido pelos autarcas de Maputo, Eneas Comiche, e Quelimane, Manuel de Araújo, que assinaram o acordo de adesão à TDA com o ministro do Ambiente e de Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, de Portugal, país que assume a presidência daquela entidade.
"Há cada vez mais melhores experiências que devem ser partilhadas" no compromisso pela redução das emissões carbónicas, disse Matos Fernandes, falando aos jornalistas, à margem da assinatura do acordo.
O governante português congratulou-se com os resultados que o seu país tem conseguido nesse campo, assinalando que no ano passado reduziu as emissões carbónicas em 9% contra uma média de 3% na União Europeia.
João Fernandes defendeu que o alcance nos compromissos assumidos no âmbito da TDA passa por abordagens como o incremento da opção pelos transportes coletivos em detrimentos dos individuais, a caminhada a pé, uso de bicicleta e o recurso a veículos movidos a eletricidade ou a gás.
Por seu turno, o autarca de Quelimane, Manuel de Araújo, defendeu a necessidade de uma maior cooperação técnica e financeira entre as cidades, para que seja conseguido o objetivo de redução do dióxido de carbono.
"Ao aderir a este pacto, estamos a demonstrar o nosso compromisso com as questões das mudanças climáticas, esperamos que seja um espaço de convergência e de troca de experiências com outras cidades e países", declarou Manuel de Araújo.
Destacando que Quelimane é a cidade moçambicana que mais usa a bicicleta em Moçambique, Araújo defendeu o imperativo de soluções de mobilidade mais ecológicas como fundamental para a redução do dióxido de carbono.
Manuel de Araújo frisou que o empenho das cidades na questão climática é premente, uma vez que mais de 50% da população mundial reside nas zonas urbanas.
A TODA é uma associação internacional que junta cidades e países que se comprometem com a descarbonização dos transportes até 2050.

