Chitas e órix bebés. Novas crias são boa notícia no Dia do Animal
Deitadas em redor da mãe Dakartas, numa das sombras da instalação das chitas no Jardim Zoológico de Lisboa, estão as cinco novas crias. Já mais atrás, no espaço dos órix-de-cimitarra (antílope-africano), duas crias, uma delas com duas semanas, preferiam estar longe dos visitantes e descansar à sombra. Haveríamos de encontrar a mais nova um pouco mais tarde a mamar e a trocar mimos com a mãe. Estas crias são as novas coqueluches do Jardim Zoológico, que vai aproveitar o Dia do Animal - que hoje se assinala - para as mostrar aos visitantes e dar a conhecer o trabalho que é feito pela conservação das espécies no seu habitat natural.
As mais recentes crias não são importantes apenas porque são bebés. Representam também duas espécies "muito difíceis de reproduzir em cativeiro" e com as quais o zoo tem conseguido bons resultados. À semelhança dos gorilas, okapis e orangotangos, em que "também não estávamos a ter grande sucesso", mas que agora se têm conseguido reproduzir, explica José Dias Ferreira, curador de mamíferos do zoo.
É que para conseguir ter sucesso na reprodução de espécies como o órix-de-cimitarra - extinto na natureza - ou as chitas "não basta ter o grupo social da espécie, é preciso ter o habitat certo e um grupo de tratadores que saiba lidar com estes animais". Mas os objetivos do zoo são precisamente focar-se "na reprodução das espécies mais difíceis".
Veja-se o caso das chitas: "Em 30 anos nunca reproduzimos chitas. Até que há três anos mudámos as instalações." José Dias Ferreiras esclarece que era preciso criar uma estrutura em que fêmeas e machos não se vissem, porque quando convivem no mesmo espaço começam a relacionar-se como irmãos. Desta alteração resultaram já duas ninhadas. Sendo a mais recente esta, nascida a 21 de julho. Das cem instituições que têm estes felinos, apenas nove estão a reproduzi-los.

