Chaves recria Lenda da Moura em espetáculo de videomapping e cenografia aquática

A Ponte Romana e o Rio Tâmega, em Chaves, vão ser palco da recriação da Lenda da Moura, no domingo, num espetáculo que cruza `videomapping´ com pirotecnia sincronizada, encenação acrobática, música ao vivo e cenografia aquática.
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O espetáculo multimédia, produzido pela Grandpa's Lab, que acontece no Dia da Cidade de Chaves, tem por objetivo valorizar e enaltecer o património edificado, geográfico e cultural desta cidade do distrito de Vila Real, explicou a organização, em comunicado.

"Envolver a comunidade local é a atividade-chave para, a curto e longo prazo, criar-se uma tradição local que se perpetue anualmente", sublinhou.

O enredo consiste numa expedição comandada por um capitão invulgar que procura vestígios e provas concretas de forma a apurar se a Lenda da Moura é verdadeira ou não.

Chegados à Ponte de Chaves montam a estação de observação e reconhecimento de fenómenos não identificados, estando o percurso até à ponte repleta de magia, ilusão e comicidade.

A estação flutuante, para além de ser a casa da tripulação de investigadores, vai estar equipada com luzes de patrulha, lasers que fazem o 'scan' da área, um balão que regista alterações de fenómenos climatéricos e diversos gadgets de reconhecimento de movimentos, explicou.

A encenação tem início às 21:30 com uma parada à procura da moura encantada, na Praça de Camões, em frente à Câmara Municipal de Chaves, e prossegue até à margem do rio, passando pelas ruas do centro histórico.

Depois, pelas 23:00, começa o espetáculo que cruza 'videomapping' com pirotecnia sincronizada, cenografia aquática, encenação acrobática, 'light design' e música original ao vivo com uma orquestra.

O 'videomapping' ou mapeamento de vídeo é uma técnica que consiste na projeção de vídeo em objetos ou superfícies irregulares, tais como estruturas de grandes dimensões, fachadas de edifícios e estátuas (cuja projeção pode ser feita a 360 graus).

Segundo a lenda, depois da retoma de Chaves pelos Mouros, em 1129, ficou alcaide do castelo um guerreiro que tinha um filho que adorava, Abed, e uma sobrinha que, por sua vontade, ficaram noivos.

Alguns anos mais tarde, os cristãos iniciaram a conquista da região de Chaves, tendo mesmo atacado a cidade. Numa ocasião, enquanto apreciava os combates, a sobrinha do alcaide fixou os olhos num guerreiro cristão que ganhava com os seus homens cada vez mais posições no castelo, tendo este mandado leva-la para o seu acampamento.

A jovem manteve-se refém dos cristãos e passou a viver feliz com o cavaleiro que a raptara, mas Abed nunca lhe perdoou.

Depois de restabelecido de um ferimento de guerra, Abed voltou a Chaves disfarçado de mendigo e, certo dia, esperou que a sua prometida passasse na ponte e pediu-lhe esmola e, nesse momento, Abed disse-lhe que ficaria para sempre encantada sob o terceiro arco da ponte e que só o amor de um cavaleiro cristão - não aquele que a levou - poderia salvá-la.

Depois destas palavras, a jovem moura desapareceu para sempre e Abed fugiu de seguida. Mas, a moura encantada nunca mais apareceu e o cristão morreu numa profunda dor e saudade ao fim de alguns anos.

"Moura - Espetáculo Multimédia" é um espetáculo incluído no projeto Ligações Virtuosas, cofinanciado pelo Portugal 2020 e União Europeia através do FEDER, cuja organização está a cargo da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior e Câmara Municipal de Chaves.

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