Centenas de oficiais aguardam promoção

Associação de Oficiais das Forças Armadas lamenta não haver quaisquer promoções desde  o início do ano.
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Mais de 300 tenentes-coronéis do Exército com condições para promoção ao posto de coronel desde o início do ano continuam a marcar passo, porque o ramo não fez "ainda uma única promoção" de oficiais desde 1 de Janeiro, lamentou ontem a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA).

Isso "agrava as desigualdades na progressão face à Marinha e à Força Aérea e acentua o mal-estar dos oficiais do quadro permanente", para quem "há já alguns anos que as promoções têm servido de conforto ao afastamento sistemático das [suas] remunerações relativamente às que auferem as demais profissões que até então eram sua referência (diplomatas, magistrados)", adiantou a AOFA.

A posição da AOFA foi tomada em comunicado, onde a associação elencou as "questões por resolver" - apesar da "sensível melhoria nas relações" com a actual tutela da Defesa - e sublinhou que os "oficiais vivem situação de profundo mal-estar".

Observando que a AOFA optou por manter "até agora uma notória reserva quanto à expressão pública" das suas opiniões, face aos gestos de abertura por parte do Ministério da Defesa, a associação acrescentou um alerta: "Entre os oficiais vão-se multiplicando 'conversas de corredor', sendo, nalgumas, avançadas hipóteses para iniciativas que procurem influenciar a resolução dos problemas que os afectam."

Além dos referidos problemas de entupimento nos fluxos de carreira - que também afectam a carreira de sargentos, onde muitos se mantêm no mesmo posto há década e meia - nas Forças Armadas, a AOFA referiu ainda as questões ligadas ao novo regime remuneratório, o qual "agravou as injustiças e [onde] uns entram mais rapidamente do que outros nas novas regras".

Suplemento da condição militar e suplementos remuneratórios específicos, complementos de pensão de reforma, regime de contrato e reorganização da Saúde Militar são outros dos problemas de âmbito socioprofissional apontados pela AOFA e que, apesar dos protestos públicos do passado, continuam a arrastar-se sem solução.

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