Cécilia diz que casal tentou tudo, sem sucesso, para evitar divórcio

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O comunicado do Palácio do Eliseu que anunciava oficialmente o divórcio do Presidente francês dizia que nem Nicolas Sarkozy nem Cécilia fariam qualquer comentário. Mas logo no dia seguinte, o jornal L'Est Republicain publicava a primeira entrevista da ex-primeira dama. "Tentámos tudo, eu tentei tudo. Simplesmente, já não era mais possível", afirmou Cécilia, acrescentando que agora vai viver "na sombra", como gosta.

"Eu tinha um marido que era um homem público, sempre o soube, acompanhei-o durante 20 anos. Este combate acabou num sítio, num lugar em que eu penso que ele é formidável (...) Mas eu, penso que não é esse o meu lugar", disse. Numa longa entrevista, Cécilia reconheceu ter-se apaixonado por outro homem em 2005, quando se separou de Sarkozy, mas que regressou a casa há um ano para tentar, sem sucesso, "reconstruir qualquer coisa".

Por seu lado, ainda em Lisboa onde esteve a participar na cimeira europeia, Nicolas Sarkozy tentou minimizar o impacto do seu divórcio, após 11 anos de casamento. "O meu estado de espírito é muito simples. Fui eleito pelos franceses para trazer soluções para os seus problemas, não para comentar a minha vida privada", afirmou o Presidente, que ainda mantém a aliança na mão esquerda. Segundo uma sondagem, 79% dos franceses acreditam que o divórcio oficializado na segunda-feira não mudará nada na vida política.

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Os rumores da separação tinham aumentado nos últimos dias, nomeadamente após a ausência de Cécilia na visita à Bulgária. Segundo Isabelle Balkany, uma amiga íntima de ambos, a primeira dama queria que o anúncio oficial do divórcio fosse "claro", mas o comunicado do Eliseu falava de uma "separação por mútuo consentimento", tendo sido necessário acrescentar, duas horas depois, a palavra divórcio. "A minha leitura, e ela é pessoal, é que efectivamente o Presidente considera que nada é inevitável a não ser a morte. Por isso, sempre teve esperança, até ao momento do comunicado, e penso que quis que este fosse o mais 'suave' possível", disse Balkany.|Com agências

O DN publica amanhã, na íntegra, a entrevista de Cécilia Sarkozy ao L'Est Republicain.

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