A sessão de investidura de Jordi Turull, prevista para as 17:00 (16:00 em Lisboa) no parlamento regional catalão (Parlament), visa "promover uma confrontação com o Estado de Direito, com as instituições", disse o ministro Rafael Catala à rádio Onda Cero..Jordi Turull, independentista e conservador de 52 anos, é o ex-porta-voz do governo regional (Generalitat) de Carles Puigdemont, destituído por Madrid depois da tentativa de secessão de 27 de outubro de 2017..Nas eleições realizadas a 21 de dezembro na Catalunha para clarificar a situação, os independentistas obtiveram a maioria no parlamento regional e, desde então, tentam dar posse a um novo presidente do governo regional..A primeira escolha, Puigdemont, líder do partido Junts per Catalunya, que ficou em primeiro lugar nas eleições, foi inviabilizada pelo Tribunal Constitucional porque o político está na Bélgica para não ser detido em Espanha, onde é alvo de um processo por rebelião, sedição e peculato. .O Constitucional determinou que Puigdemont não podia ser investido à distância e tinha de pedir autorização a um juiz para assistir ao debate no parlamento regional, levando-o a retirar a candidatura no princípio de março..Em seguida, os independentistas escolheram o ex-dirigente, detido, da associação separatista Assembleia Nacional Catalã Jordi Sánchez, mas este acabou também por renunciar porque a justiça não lhe permite sair da prisão para tomar posse..O nome agora apresentado é Jordi Turull, investigado por rebelião que, na quarta-feira, antes de ser oficializada a candidatura, foi notificado por um juiz para uma audiência que pode conduzir à sua detenção..O presidente do parlamento regional, Jordi Torrent, acusou a justiça de "ingerência" política e marcou a sessão de investidura para hoje, um "jogo sujo" segundo o ministro da Justiça do Governo de Madrid.