Entre as iniciativas planeadas para a Casa Amado e Saramago estão conversas, concertos, leituras de poesia, e ainda uma exposição de fotografia sobre os dois escritores, bem como a publicação de um livro com as cartas trocadas entre ambos..Na abertura do programa, na quinta-feira, dia 27, há um "café português", na inauguração da exposição de fotografias de José Saramago e Jorge Amado e da mostra de xilogravuras de J.Borges, para o conto "O Lagarto", de Sérgio Machado Letria..De seguida, a antropóloga Lilia Schwarcz, Paloma Amado, filha do escritor Jorge Amado, e Pilar del Río, presidente da fundação José Saramago, juntam-se para uma conversa sobre os universos literários e afetivos dos dois escritores..À tarde, o tema é a liberdade. Andrea Zamorano e José Eduardo Agualusa falam dos seus mais recentes livros. ."A Casa das Rosas", primeiro trabalho da autora brasileira Zamorano, conta a história de uma relação doentia entre pai e filha, na cidade de São Paulo, na década de 1980. .O angolano José Eduardo Agualusa, recém-distinguido com o Prémio Internacional Dublin de Literatura, vai falar de "A sociedade dos sonhadores involuntários", parábola política sobre a situação do país de origem, que segue um diverso conjunto de personagens numa nação sob um regime totalitário em decadência..O escritor português José Luís Peixoto tem uma conferência sobre o 'seu' Alentejo literário, assim como o das obras de Saramago, Vergílio Ferreira, Fernando Namora, Manuel da Fonseca e Almeida Faria..A encerrar o primeiro dia está o debate "O que quer o que pode essa língua?", que incide sobre as dificuldades em publicar em português do outro lado do Atlântico, e conta com a participação de Bárbara Bulhosa, da Tinta-da-China, do editor, escritor e jornalista Francisco José Viegas, responsável da Quetzal, e as editoras Maria Cristina Antonio Jerónimo e Julia Bussius..No dia 28, sexta-feira, está planeada uma conversa da jornalista e fotógrafa Adelaide Ivanova e da escritora Djaimilia Pereira de Almeida sobre literatura e feminismo, na parte da manhã. .À tarde, a jornalista Anabela Mota Ribeiro entrevista o escritor e tradutor português Frederico Lourenço, que traduziu recentemente a Bíblia do grego..José Luís Peixoto regressa à Casa Amado e Saramago para falar sobre o processo de construção do seu romance "Em teu Ventre", sobre o fenómeno de Fátima, num encontro com Julia Bussius..O livro "Com o mar por meio. Uma amizade em cartas -- Jorge Amado e José Saramago", que revela a correspondência entre os dois autores, é apresentado ao final do dia por Paloma Amado, Pilar del Río e o editor e escritor brasileiro Luiz Schwarcz..O programa de sexta-feira encerra com um concerto da cantora Lívia Nestrovski e do guitarrista Fred Ferreira, inspirado nas obras de Amado e Saramago..O último dia da Casa Amado e Saramago, sábado, começa com um debate entre o antropólogo Luiz Eduardo Soares e o jurista e ex-ministro português da Cultura José António Pinto Ribeiro, sobre o papel dos direitos na sociedade atual, moderado por Pilar del Río..O lançamento do catálogo "Intelectuais Negras Visíveis" conta com as académicas Amanda Sanches, Giovana Xavier e Núbia Santos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Janete Santos Ribeiro, do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro, com apresentação da ativista Djamila Ribeiro..As professoras universitárias brasileiras Ana Kiffer e Giovana Xavier e a jornalista portuguesa Joana Gorjão Henriques, autora do livro "Racismo em português", participam numa conversa sobre racismo e empoderamento moderada pela jornalista Anabela Mota Ribeiro..Ana Martins Marques e Eduardo Jorge lançam o livro de poemas "Como se fosse a casa", seguindo-se uma sessão de leitura de poesia com vários autores..A programação da casa Amado e Saramago encerra com o músico e compositor brasileiro Marcello Magdaleno e o escritor angolano Ondjaki, num evento com música e poesia de Angola, Portugal e Brasil, e "um copo de vinho português"..A Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) decorre de 26 a 30 de julho. Na programação principal estão incluídos nomes como os do ativista angolano Luaty Beirão e de Marlon James e Paul Beatty, dois vencedores do Man Booker Prize.