A aventura rocambolesca do famoso gigolô suíço terminou ontem na barra de um tribunal alemão. Helg Sgarbi foi condenado a seis anos de prisão por ter chantageado e extorquido milhões de euros a quatro mulheres ricas que apanhou na sua rede e seduziu com os seus encantos..Para desgosto dos jornalistas da imprensa tablóide ali presentes, o juiz deu o caso por encerrado logo no primeiro dia de julgamento. Sgarbi confessou os crimes antes mesmo do ansiado testemunho da sua mais famosa vítima: Susanne Klatten..A mulher mais rica da Alemanha e herdeira da marca de automóveis BMW, até agora considerada uma senhora prendada, saltou para as capas da imprensa quando acusou o gigolô de lhe ter extorquido dinheiro..O encontro fatal entre os dois aconteceu no Verão de 2007, num hotel nos Alpes austríacos. Ao jeito de Casanova - o famoso veneziano do século XVIII -, Sgarbi não tardou a convencer a loira rica de olhos azuis, casada e mãe de três filhos, a começar um affair clandestino. .Tradutor de profissão, o suíço fazia-se passar por um conselheiro enviado a zonas de guerra. Em poucas semanas, estava a pedir sete milhões de euros à "Senhora BMW". Para a convencer contou que, durante uma viagem pela Califórnia, atropelou uma rapariga e a deixou paralítica. Agora tinha de enviar dinheiro para aos pais dela para compensar pelo prejuízo. .O desejo do amante secreto de Klatten transformou-se num maço de notas cor-de-rosa de 500 euros..As exigências não paravam de crescer até que Klatten acabou o romance. Nessa altura, Sgarbi revelou a sua face de chantagista e enviou- -lhe vídeos com cenas de sexo entre ambos. Foi então que a "Senhora BMW" correu para a polícia e o denunciou..Ontem, no tribunal de Munique, o quadragenário de fato negro e óculos de massa levantou-se para pedir publicamente desculpa às vítimas, que não estavam presentes na sala..Além de Klatten, outras três mulheres - sempre mais ricas e mais velhos que Sgarbi - apresentaram queixa contra o gigolô. Mas, por motivos de privacidade, foram apenas identificadas com as iniciais dos seus nomes: H. S. e R..O criminoso não esclareceu qual o destino do dinheiro extorquido nem onde estão os vídeos íntimos utilizados para a chantagem. Outra das questões que ficou em aberto era o papel de um suposto cúmplice de Sgarbi. A imprensa alemã dizia que o gigolô trabalhava com Ernano Barretta, italiano de 63 anos, chefe de uma rede mafiosa, .Sgarbi, cujo nome de nascença era Russak, já tinha sido denunciado por uma condessa de 83 anos que dizia ter sido manipulada para dar ao gigolô alguns milhões de euros. A dita condessa acabou por retirar a queixa e morreu antes de Russak mudar o seu nome para... Sgarbi.