Câmara de Viseu aprova centro de mobilidade com investimento superior a 4 ME

O Centro de Operações de Mobilidade de Viseu representa um investimento de mais de quatro milhões de euros e tem um prazo de execução de dois anos, segundo o anteprojeto aprovado hoje em reunião de câmara.
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"São 4,150 milhões de euros de investimento e agora com a aprovação do anteprojeto e correndo tudo com normalidade, segue-se a abertura do concurso público internacional para a adjudicação e depois o visto do Tribunal de Contas, ou seja, entre seis a nove meses, ou seja, para entrar em obra no final do próximo ano", esclareceu o presidente de câmara.

António Almeida Henriques (PSD) falava aos jornalistas no final da reunião pública, onde este anteprojeto foi aprovado por unanimidade, e adiantou que "tem um prazo de execução de cerca de dois anos" e, com isso, o autarca diz estar "convencido que entre o dia de hoje e as obras estarem prontas passarão entre dois anos e meio a três anos para o edifício estar a funcionar" em pleno.

A obra será dividida por duas fases, com o intuito de "causar o mínimo de transtorno possível aos cidadãos" e, neste sentido, o autarca diz que "primeiro vai ser feito o estacionamento e depois o transporte passa para o estacionamento para a obra da central propriamente dita, para que se mantenha em funcionamento ao mesmo tempo que as obras decorrem".

Com esta intervenção, a atual central de camionagem, que o autarca designa que será o Centro de Operações para a Mobilidade de Viseu (COM Viseu), vai manter a traça, "que é bastante interessante do ponto de vista arquitetónico e marca uma época do ponto de vista de construção".

"O objetivo é também permitir que a pessoa que se desloca a Lisboa, ao Porto ou outra cidade possa deixar ali o seu carro estacionado à mão de semear e quem vai deixar ou buscar passageiros tenha o conforto de ter um parque de estacionamento e poder fazer o percurso todo por dentro", explicou.

O autarca acrescentou ainda que a obra tem prevista "toda uma lógica de intermodalidade que permite, por exemplo, a pessoa programar a sua chegada a Viseu e saber se vai para a estação de caminhos de ferro de Mangualde ou se vai apanhar o avião ao aeródromo" de Viseu, "ou até o simples aluguer de uma bicicleta que lhe permite andar na mobilidade suave" da cidade.

"Vamos melhorar toda a qualidade do espaço, ficará um espaço extremamente moderno, vamos melhorar a rede de transportes públicos de passageiros com o meio urbano e dar condições mais atrativas a todos, desde os passageiros ou quem espera por eles", adiantou o presidente da câmara, sublinhando que atualmente há segundas e terceiras filas de carros à espera de passageiros.

O novo centro de mobilidade, prometeu Almeida Henriques, "terá salas de espera, terá um mecanismo digital de informação da saída e chegada de todas as carreiras, terá escadas rolantes e acessos para pessoas com mobilidade reduzida e terá melhores condições para os próprios operadores".

"Está prevista uma ligação entre o centro de mobilidade e transportes com a estação [ferroviária] de Mangualde, mas ainda estamos a ver como funcionará. Provavelmente será com pré inscrição para evitar que se circule sem passageiros, tal como a ligação ao aeródromo" municipal de Viseu, que faz, atualmente, carreira com Vila Real, Bragança, Cascais e Portimão.

António Almeida Henriques explicou aos jornalistas que "a pessoa quando faz a reserva do bilhete pode também fazer a sua inscrição para utilizar esta mobilidade" e acrescentou que Viseu ficará com um centro de mobilidade para os próximos 30 ou 40 anos.

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